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Elizeu
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Com meias é diferente

Tem gente que gosta por exemplo de usar tênis sem meia. Gosto é gosto.

O Coritiba da final do Campeonato Paranaense de Futebol de 2015, conquistado com todos os méritos pelo Operário, entrou tipo tênis sem meia e deu no que deu.

Um time precisa ter pelo menos 1 meia e se tiver 2 meias que saibam colocar a bola no chão, melhor ainda.

Na Copa de 70 o Brasil tinha sei la quantos "10" e o time foi se moldando jogando um 10 prá lá, outro prá cá e outro prá acolá e o nosso Selecionado Canarinho encantou o mundo e conquistou o cetro máximo sem deixar dúvidas a ninguém de que o troféu ficou nas mãos de quem deveria ficar.

"10" é "10", "8" é "8" e "5" é "5"! Nunca fui partidário de encher o meio de campo de time nenhum apenas com volantes. Os volantes, claro, óbvio que são necessários, mas algumas vezes o meio de campo até sem volante toma conta do jogo e vence com sobras as batalhas. Vamos relembrar por exemplo aquele nosso timaço de 1989 com Osvaldo, Serginho, Carlos Alberto Dias e Tostão na meiuca. Tinha algum desses caras com cacoete de volante? Volante é volante e meia é meia.

O Coritiba no Paranaense sentiu falta do meia ou dos meias e deu no que deu.

Agora, guardadas as devidas proporções(a coisa está no começo ainda, bem no começo aliás, e conhecemos bem, muito bem o que é um Campeonato Brasileiro de Futebol), uma caricatura de time de futebol começa a se desenhar no Coritiba, a partir da utilização de meias de ofício. Não é porque ganhou do Grêmio(um razoável time de futebol que brota em alguns clubes atuais brasileiros - não dá pra comparar os times atuais brasileiros com os elencos dos clubes brasileiros de 85 por exemplo quando nos sagramos Campeões Brasileiros) que sairemos festejando a vitória como se isso fosse uma redenção e que a coisa estivesse resolvida. Mas, pelo menos agora o Coxa parece que está tentando praticar futebol, porque até então, antes da vitória de 2 X 0 frente ao tricolor gaúcho o que se via no gramado era apenas um emaranhado de jogadores distribuídos nas quatro linhas. Tomara que daqui para frente a coisa engrene. Falta muito, mas o ponta-pé inicial parece que foi dado.

Sobre o autor

Elizeu
Elizeu iniciou nas categorias de base do COXA no ano de 1977, conquistando os títulos de CAMPEÃO, BI-CAMPEÃO e TRI-CAMPEÃO da Copa Tribuna, fazendo parte da Seleção Paranaense de Júnior. Na sequência foi profissionalizado, tendo a honra e a alegria de ter feito parte do elenco campeão brasileiro de futebol em 1985.

Sobre o blog

Esse espaço destina-se oferece à nação Coxa-Branca. Um raio x do alvi-verde paranaense, proporcionando a oportunidade de se ter uma análise criteriosa do rendimento do Verdão do Alto da Glória.
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