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Elizeu
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Um olho no gato e outro no peixe

É semana de Atletiba e em cada canto da cidade, surgem comentários, os mais variados possíveis sobre o jogo do próximo domingo e a respeito de inúmeros Atletibas das décadas de 70, 80, 90 e por aí vai.

Tem que ser assim mesmo. A panela do mundo da bola paranaense borbulha em semana de clássico e isso, claro, motiva à todos, torcedores, imprensa, diretoria dos dois clubes, atletas, comissões técnicas e até quem não acompanha futebol, nesta semana que antecede ao espetáculo, acaba de um jeito ou de outro ouvindo algum(ns) comentário(s) e alguns inclusive arriscam balbuciar algumas palavras em relação à partida ou a outros fatos que envolvem a bola.

É bonito de se ver.

Mas eu gostaria de abrir um parênteses.

O Campeonato Paranaense de Futebol é importante, o clássico é importantíssimo, mas não podemos esquecer que em breve terá início o Campeonato Brasileiro de Futebol.

Esse jogo poderá dar uma pequena ou quem sabe até grande noção do que o Coritiba ainda precisa para entrar no Brasileirão esse ano, com o pé direito, firmar o pé e encerrar o mesmo com a sensação de dever cumprido, coisa que nos últimos anos não vem acontecendo.

É um olho no gato e outro no peixe. Um olho no Paranaense e outro no Brasileirão.

Até aqui, em 4 jogos disputados, valendo pelo regional, o Coritiba tomou 5 gols. É uma média nada boa. Isso sinaliza que algo precisa ser feito no que se refere ao sistema defensivo. Entenda-se sistema defensivo, não apenas a zaga, mas do Goleiro ao Segundo Volante, alguma coisa não está de acordo. É claro que no futebol moderno até mesmo os meias e os atacantes, devem, quando o adversário está com a posse de bola, auxiliar na marcação e com isso passam, até eles, a fazer parte do sistema defensivo.

Fato é que os números mostram que o Sistema Defensivo do Coritiba precisa melhorar e muito.

No ataque, algumas surpresas positivas. Rafhael Lucas, por exemplo, está dando conta do recado e fazendo até além do que dele se esperava neste início de campeonato. Não vão me tirar o rapaz do time!

Contra o Foz, o Coritiba pouco fez na questão ataque, mas nos primeiros 3 jogos até que a coisa estava em um crescendo. O ataque não teve oportunidades de gol frente ao Foz. Opa, mas aí começamos a olhar para um outro compartimento da equipe: os responsáveis pela criação das jogadas e que normalmente a responsabilidade maior recai sobre os meias.

Um olho no gato e outro no peixe. Um olho no Paranaense e outro no Brasileirão.



Sobre o autor

Elizeu
Elizeu iniciou nas categorias de base do COXA no ano de 1977, conquistando os títulos de CAMPEÃO, BI-CAMPEÃO e TRI-CAMPEÃO da Copa Tribuna, fazendo parte da Seleção Paranaense de Júnior. Na sequência foi profissionalizado, tendo a honra e a alegria de ter feito parte do elenco campeão brasileiro de futebol em 1985.

Sobre o blog

Esse espaço destina-se oferece à nação Coxa-Branca. Um raio x do alvi-verde paranaense, proporcionando a oportunidade de se ter uma análise criteriosa do rendimento do Verdão do Alto da Glória.
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