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Estrela Dourada
Estrela DouradaMarcus Popini

2500

Parece o Coritiba terá direito a 2500 ingressos para o próximo Atle-Tiba, na Baixada, em jogo que pode (ou não) lhe dar o Bi-Campeonato Paranaense por antecipação. Pouco, para uma torcida que se diz grande.

Aí, surge a questão: como distribuir com justiça esses ingressos? Pois vai aqui uma sugestão (mais simbólica do que real): 2500 é o número exato de torcedores que fizeram questão de manter em dia os seus planos de sócios logo após o desastre de dezembro de 2009. A esses deveriam ser priorizados os ingressos para o Atle-Tiba. Não como forma de punir aqueles que simplesmente viraram as costas para o clube quando o clube mais precisava, mas sim como uma demonstração de gratidão àqueles que fizeram da fidelidade uma prova de amor verdadeiro.

Dizem que é com os erros que se aprende. Porém, também é na hora do desastre que surgem, e se insurgem, os oportunistas, eternos opositores, a apontar o dedo para tudo e todos e a dizer que tudo foi feito da forma errada por todos. E o dedo é a única coisa que apontam, um vez que das soluções não sabem (ou não querem saber) absolutamente nada. Então, se os erros realmente têm o poder de ensinar algo, que se aprenda de uma vez a não dar ouvidos a quem não visa a nada que não seja a autopromoção, construída sobre a desgraça dos outros.

Tenho consciência de que, de todos os sentimentos que o bom momento vivido pelo clube podem suscitar, o espírito de vingança é o menos oportuno, e a gratidão deve ser exaltada. Exatamente por isso, lembrei-me agora daqueles que fizeram questão de bradar aos quatro ventos o orgulho de ser Coxa Branca mesmo quando o clube estava jogado na lama. Condicionar o apoio ao clube à posição que ele ocupa, ao nome dos que o estiverem a dirigir ou ao momento que ele vive não é ser torcedor de verdade.

Da fase que o Coritiba está passando, mesmo que ainda não tenhamos conquistado nada, certamente todos estamos orgulhosos. Pois que esse sentimento de orgulho possa, então, perdurar para sempre, e não apenas nos bons momentos. Pois ser Coxa Branca, mais do que um sentimento, é uma dádiva.

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Em tempo: muito respeito ao Atlético, e muitas saudades do tempo em que esse respeito existia entre as torcidas dos dois clubes, e em que os estádios eram dividos quase que meio a meio, para que a torcidas fizessem as suas festas.

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popini@coxabranca.com

Sobre o autor

Marcus Popini
Marcus Vinicius Fonseca Popini foi ao Estádio Belfort Duarte, hoje major Antonio Couto Pereira, pela primeira vez, em 1975, aos nove anos de idade. Coxa Branca de nascimento, pai de duas filhas, geólogo pela UFPR com mestrado em Geofísica pela UFBA, participante do site COXAnautas desde 2006, Popini hoje corre o mundo por conta de sua profissão, sempre levando as cores do Coritiba por onde passa.

Sobre o blog

Um blog é, em essência, um tipo de mídia onde pessoas expressam suas opiniões. Este blog, em particular, não tem outra intenção que não seja discutir as coisas relacionadas ao Coritiba, sem existir qualquer pretensão de que os posts aqui colocados sejam a visão única e definitiva das coisas. Trata-se, pois, de um espaço para debates, onde as opiniões colocadas de forma respeitosa sempre serão levadas em consideração.
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