Frustração e humilhação
Frustração
Pra tudo existe um limite. Para os sonhos, inclusive.
Pois o jogo de ontem, contra o Vasco, no Rio de Janeiro, serviu para delimitar o “poder” do Coritiba. A derrota deixou bem claro até onde podemos ir: a lugar nenhum. Porém, se as opções [realistas] forem lugar nenhum ou inferno, fiquemos com a primeira.
Contra um adversário que nos respeitou até encontrar o seu gol, gol esse, aliás, resultado de outra obra prima de um craque da bola (Juninho Pernambucano), mais uma vez pecamos pela falta de ousadia. Bill isolado no ataque, três volantes em campo, laterais que não ultrapassavam a linha do meio campo. Pegar um time e uma torcida motivados após uma vitória sobre o líder do campeonato, e desconstruir essa empolgação no jogo seguinte, abusando da cautela defensiva, até sofrer um gol, é esforçar-se na busca do anticlímax, talvez o que Marcelo Oliveira mais saiba fazer.
Ainda que fique bem claro que nosso técnico SEMPRE arma o time, fora de casa, com excesso de cuidados defensivos, custo a entender o porquê de parecer faltar motivação para nossos jogadores. Quem sabe este seja o efeito daquela causa, pois um time com vocação ofensiva, quando tolhido de sua principal virtude, perde a graça, perde o ímpeto, perde o ânimo, enfim.
E é desanimado que digo que vou me esforçar ao máximo para não esperar mais nada do Coritiba, este ano. Chega de frustrações, e de humilhações. Que ganhemos os jogos que nos faltam para atingir a pontuação segura para ficarmos na primeira divisão, e fim.
xxx
Humilhação
A faixa que a torcida do Vasco estendeu ontem, em São Januário, doeu na alma e me fez chorar, a ponto de eu ter que disfarçar uma caminhada pelas arquibancadas do estádio, para esconder as lágrimas.
Quem sabe até tenhamos, agora, bons dirigentes que possam mudar esse panorama no futuro, a seguirem com o bom trabalho. Mas certamente não temos, no momento, um técnico com capacidade e coragem condizentes com essa ambição. De certo mesmo, por enquanto, é que de time grande, o Coritiba só tem a torcida
Sobre o autor
Marcus Vinicius Fonseca Popini foi ao Estádio Belfort Duarte, hoje major Antonio Couto Pereira, pela primeira vez, em 1975, aos nove anos de idade. Coxa Branca de nascimento, pai de duas filhas, geólogo pela UFPR com mestrado em Geofísica pela UFBA, participante do site COXAnautas desde 2006, Popini hoje corre o mundo por conta de sua profissão, sempre levando as cores do Coritiba por onde passa.
Sobre o blog
Um blog é, em essência, um tipo de mídia onde pessoas expressam suas opiniões. Este blog, em particular, não tem outra intenção que não seja discutir as coisas relacionadas ao Coritiba, sem existir qualquer pretensão de que os posts aqui colocados sejam a visão única e definitiva das coisas. Trata-se, pois, de um espaço para debates, onde as opiniões colocadas de forma respeitosa sempre serão levadas em consideração.
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