Nunca diga nunca?
Mas eu digo. Três vezes, pra começar:
- eu nunca deixarei de ser Coxa Branca!
- o Atlético nunca terá a grandeza do Coritiba, mesmo que use de suas falácias à exaustão.
- se Coritiba não ganhar essa Copa do Brasil, nunca mais o fará.* * *
Nessa última frase, a palavra nunca, mais do que um simples advérbio de tempo, carrega em si inúmeros significados, dentre os quais eu faço questão de excluir a arrogância e a prepotência.
Permito-me afirmar que a hora de ganhar a Copa do Brasil é esta, agora, não por não crer que possamos vir a ter outras chances no futuro. Mas o futuro, como dizem, sei lá a quem pertence. E é agora, neste momento, que temos em nossas mãos a oportunidade de fazer história, mais uma vez.
O desempenho Coxa Branca na Copa do Brasil 2011 parece ser mais um ponto na curva ascendente que o Coritiba descreve desde o 06/12/09. Desde então, o clube tem se reestruturado, tem seguido um planejamento. Daquele fatídico dia sobrevieram, até agora, um bi campeonato paranaense (um título invicto e outro com apenas uma derrota), uma conquista nacional (a maldita segundona) com um pé nas costas, e um recorde nacional de vitórias consecutivas.
No início de 2011 tivemos a certeza de que tudo o que estava acontecendo não era obra do acaso. Vimos nossos principais jogadores renovarem contratos (por longos períodos, diga-se de passagem), coisa que não acontecia no Alto da Glória há muito tempo. Vimos, também, a chegada de jogadores não apenas para compor o elenco, mas para se destacarem no time titular. Desconfiamos do cara escolhido para comandar, em campo, esse elenco, mas os que souberam esperar antes de criticar foram recompensados por lições de humildade e competência dadas por Marcelo Oliveira e pelos jogadores do Coritiba.
Por tudo isso, reafirmo: Coritiba Campeão da Copa do Brasil, a hora é agora! Pois essa campanha alviverde não é fruto do acaso, mas sim de 17 meses de trabalho duro. O time não cresceu apenas agora, não ganhou nenhum jogo sem ter deixado de se impor, não deu demonstrações de fraqueza ou de medo nem diante de oponentes teoricamente mais fortes.
Não temos que temer os nossos rivais das semifinais, mas sim respeitá-los. E temos que agir assim não como forma de menosprezo, mas como forma de estarmos conscientes da nossa força. Por certo que disputaremos esses jogos finais com adversários de valor, tão merecedores do título de campeão quanto nós, e que merecem todo respeito do mundo. Mas a principal diferença entre eles e nós é que apenas nós vestimos a camisa do Coritiba.
Em 2009, estivemos muito perto do nosso fim como clube de futebol. Muitos torcedores chegaram a desistir. Outros se deixaram vencer pelo desânimo, e se calaram. Mas os que perseveraram tinham a certeza de que as dificuldades seriam vencidas. E eis que temos, agora, a oportunidade de mostrar ao mundo que não só não morremos, como estamos mais fortes. Temos, ao alcance unicamente dos nossos esforços, a chance de provar que nossa história de glórias não há de acabar, nunca!
xxx
* * * Em tempo, cabe esclarecer: lógico que nossa história seguirá. Lógico que, a continuarmos nesse caminho de serenidade, planejamento e trabalho, outras decisões e conquistas virão. Mas só escrevo esse texto para não me contentar de antemão com o tradicional "a vida segue". Temos condições de fazê-lo agora? Então que façamos!
Vamos, Coritiba! A hora é esta!!
Sobre o autor
Marcus Vinicius Fonseca Popini foi ao Estádio Belfort Duarte, hoje major Antonio Couto Pereira, pela primeira vez, em 1975, aos nove anos de idade. Coxa Branca de nascimento, pai de duas filhas, geólogo pela UFPR com mestrado em Geofísica pela UFBA, participante do site COXAnautas desde 2006, Popini hoje corre o mundo por conta de sua profissão, sempre levando as cores do Coritiba por onde passa.
Sobre o blog
Um blog é, em essência, um tipo de mídia onde pessoas expressam suas opiniões. Este blog, em particular, não tem outra intenção que não seja discutir as coisas relacionadas ao Coritiba, sem existir qualquer pretensão de que os posts aqui colocados sejam a visão única e definitiva das coisas. Trata-se, pois, de um espaço para debates, onde as opiniões colocadas de forma respeitosa sempre serão levadas em consideração.
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