Sobre a base do time e sobre o preço da alma
Leandro Donizete já foi.
Davi, Leo Gago, Marcos Aurélio e Jonas parece que estão indo. Jonas pode até ir mesmo, mas SE (e ressalto o SE) os outros três realmente saírem do Coritiba, a situação já começará a ficar preocupante. No caso de nenhuma dessas especulações se confirmar, ótimo, o susto valeu como alerta.
Perder, de uma só vez, dois volantes tarimbados e experientes, que sempre deram conta do recado, beira a estupidez. Por mais que Willian esteja “pedindo passagem”, somente ele não seria capaz de repor a qualidade perdida CASO se confirme também a saída de Leo Gago, além da de Donizete, infelizmente já confirmada. A menos que o tal Junior Urso seja outro leão (ou urso mesmo) em campo, mas quem seria capaz de apostar nisso a ponto de arriscar vender, de uma só vez, os dois volantes titulares do time??
Em relação a Marcos Aurélio: custo a entender como podemos abrir mão tão tranquilamente de um jogador do nível dele. Pode ser que seja por conta do seu salário, que, se for mesmo um dos maiores do elenco, é por puro merecimento. Penso que a queda de produção desse jogador, em 2011, se deveu muito mais ao esquema tático armado pelo nosso treinador, que sacrificava Marcos Aurélio em quase todos os jogos e ainda o penalizava com uma substituição também em quase todos as partidas. Dizem que jogador de futebol tem seus ciclos, e que eles se encerram. No caso de Marcos Aurélio, acho que eu quem encerrou o ciclo dele no Coritiba foi Marcelo Oliveira. Quisera eu fosse o contrário...
Também não entendo, talvez por não conhecer nada dos bastidores, porque não se fala nada sobre a renovação com Davi que, pra mim, sempre “deu um gás” no time quando atuou como titular (que o diga o nosso primeiro semestre de sonhos, que vivemos neste ano).
Sim, eu tenho consciência de que não se pode manter o mesmo elenco de jogadores nas viradas dos anos, bem como acho que foram estupendas as renovações com Rafinha e Emerson. Porém, há que se ter o cuidado de não colocar entre os jogadores “negociáveis” aqueles que compõem a espinha dorsal da equipe, como os dois volantes titulares e um dos craques do time, por exemplo.
Reforços mesmo, na acepção da palavra (aumento de força, peça que se junta a outra para torná-la mais forte) ainda não trouxemos NENHUM. Marcel, em minha opinião, é um refugo. Depois que saiu do Coritiba, onde foi muito bem em 2003, não deu certo mais em lugar NENHUM. Não me furtarei de voltar aqui e me desculpar depois, caso Marcel desande a marcar gols. Mas não tenho nenhum motivo para confiar que ele será o centroavante com o qual sonhamos, já há algum tempo. Gostei da contratação de Lincoln, mas ela só se confirmará como realmente boa caso esse jogador esteja com a cabeça no lugar. Renan Oliveira é uma eterna aposta, Lima e Jackson são novas apostas, e sobre apostas bem sabemos que se pode ganhar ou perder.
Enfim, louvo a continuidade administrativa que se instaurou no clube, mas nem por isso deixo de ter uma pontinha de preocupação com o que se está fazendo com o nosso elenco para 2012. Só espero que quem esteja tomando essas decisões tenha consciência de que regredir, a essa altura do campeonato, seria fatal para qualquer projeto de reconstrução do Coritiba.
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A ALMA TEM UM PREÇO?
Fiquei boquiaberto ao ler que, depois de idas e vindas, nosso novo presidente não só elogiou o novo presidente do rebaixado rival, como disse que estaria disposto a conversar sobre um possível empréstimo (ou aluguel, ou seja lá o que for, como se a dignidade tivesse um preço) do Couto Pereira a eles, caso o Coritiba venha a ser procurado. Ceder o nosso estádio ao Atlético não seria uma atitude altruísta, em nome do “fortalecimento do futebol paranaense” (gozado é que só nós falamos disso...); seria, sim, pura falta de vergonha na cara. Seria como convidar a entrar em nossa casa aquela pessoa cuja falta de ética sempre criticamos, aquela pessoa que usamos como um exemplo a não ser seguido pelos nossos filhos, aquela pessoa que sempre não apenas desdenhou de nós, como tripudiou sobre nós à custa de falácias. Deixem, pois, o Atlético longe do Couto Pereira! A benevolência só cabe para quem a faz por merecer!
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Sobre o autor
Marcus Vinicius Fonseca Popini foi ao Estádio Belfort Duarte, hoje major Antonio Couto Pereira, pela primeira vez, em 1975, aos nove anos de idade. Coxa Branca de nascimento, pai de duas filhas, geólogo pela UFPR com mestrado em Geofísica pela UFBA, participante do site COXAnautas desde 2006, Popini hoje corre o mundo por conta de sua profissão, sempre levando as cores do Coritiba por onde passa.
Sobre o blog
Um blog é, em essência, um tipo de mídia onde pessoas expressam suas opiniões. Este blog, em particular, não tem outra intenção que não seja discutir as coisas relacionadas ao Coritiba, sem existir qualquer pretensão de que os posts aqui colocados sejam a visão única e definitiva das coisas. Trata-se, pois, de um espaço para debates, onde as opiniões colocadas de forma respeitosa sempre serão levadas em consideração.
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