Esse Coritiba aí não é o meu!
É o Coritiba daqueles que elogiavam nosso elenco depois de uma vitória contra o time reserva do Avaí.
É o Coritiba dos presidentes sem pulso, sem coragem; dos dirigentes aventureiros; dos “piás de prédio” que só são homens no WhatsApp.
E o Coritiba dos que toleram a mediocridade, dos que idolatram peladeiros, dos “revolucionários”, dos que condenam quem não aceita a pequenez.
Esse Coritiba aí é o dos Ney Francos e Gilson Kleinas da vida, é o Coritiba dos técnicos fracassados, dos especialistas em rebaixamentos.
É o Coritiba dos “pés no chão”, tão no chão que não se erguem mais sequer para sair do lugar.
É o Coritiba dos refugos, das apostas que nunca vingam, das sobras dos outros times, dos jogadores sem alma, sem brio, sem vergonha na cara...
É o Coritiba da cegueira, da “última chance”, da insistência burra e suicida.
É o Coritiba da dor, da ferida que não cicatriza, do desespero, da frustração eterna, do sofrimento infinito.
É o Coritiba da alegria impossível!
Não, esse Coritiba, decididamente, não é o meu!
O meu Coritiba, dizem que morreu em 1989. E talvez seja verdade, porque eu nunca mais o vi.
Sobre o autor
Marcus Vinicius Fonseca Popini foi ao Estádio Belfort Duarte, hoje major Antonio Couto Pereira, pela primeira vez, em 1975, aos nove anos de idade. Coxa Branca de nascimento, pai de duas filhas, geólogo pela UFPR com mestrado em Geofísica pela UFBA, participante do site COXAnautas desde 2006, Popini hoje corre o mundo por conta de sua profissão, sempre levando as cores do Coritiba por onde passa.
Sobre o blog
Um blog é, em essência, um tipo de mídia onde pessoas expressam suas opiniões. Este blog, em particular, não tem outra intenção que não seja discutir as coisas relacionadas ao Coritiba, sem existir qualquer pretensão de que os posts aqui colocados sejam a visão única e definitiva das coisas. Trata-se, pois, de um espaço para debates, onde as opiniões colocadas de forma respeitosa sempre serão levadas em consideração.
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