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Estrela Dourada
Estrela DouradaMarcus Popini

Festa?

“Eu não vejo mais possibilidade alguma de nos salvarmos, que não seja a cruel matemática. Ou um milagre.”

Escrevi isso em meu último texto aqui neste espaço. Não sei se é o tal milagre se concretizando, até porque eu não acredito nessa bobagem. Mas que o imponderável agora está atuando a favor do Coritiba, isso não há como negar.

Senão, vejamos: em dois jogos, contra Cruzeiro e Vasco, demos um chute a gol e fizemos dois gols. E ontem, contra o Sport, a despeito da péssima atuação defensiva da nossa zaga, completamente perdida e mal posicionada em campo, e de nossos laterais, que não ganhavam uma bola dos atacantes do Sport, eis que surge Wilson, não como surpresa, posto já ter demonstrado diversas vezes o grande goleiro que é, mas se superando em sua grandeza, defendendo não apenas dois pênaltis, mas o rebote de um deles e mais algumas bolas durante o jogo, em uma atuação tanto importante quanto espetacular.

Pois bem. Graças a Wilson então, e não a nenhum milagre, eis que demos uma força à matemática, de quem depende a rotina recente do Coritiba, sempre na base do “enquanto há vida, há sofrimento”. Pra quem se contenta em colocar a cabeça pra fora da m...., ainda que esteja atolado nela, já é alguma coisa, não é??

Não sinto mais felicidade alguma em apenas brigar para permanecer na primeira divisão, ou em comemorar o fato de “sairmos da zona”. Aliás, acho isso humilhante. Mas não posso negar que a outra alternativa é pior.

Nossa autoestima está tão no chão que uma vitória sobre um Sport da vida ganha contornos épicos, históricos, por conta da nossa situação na tabela, quando na verdade, fôssemos nós dignos de nossa história e tradição, deveria ser tomada como fato se não corriqueiro, ao menos não merecedor de constar na lista dos grandes jogos da nossa existência. E é exatamente isso, essa comemoração toda por fugir do rebaixamento, essa festa toda por uma vitória em um “jogo de seis pontos” contra outro time lá da rabeira do campeonato, que nos faz repetir os mesmos erros, ano após ano.

Enfim... seja lá o que acontecer, pelo menos um goleiro de primeira divisão nós temos...

Sobre o autor

Marcus Popini
Marcus Vinicius Fonseca Popini foi ao Estádio Belfort Duarte, hoje major Antonio Couto Pereira, pela primeira vez, em 1975, aos nove anos de idade. Coxa Branca de nascimento, pai de duas filhas, geólogo pela UFPR com mestrado em Geofísica pela UFBA, participante do site COXAnautas desde 2006, Popini hoje corre o mundo por conta de sua profissão, sempre levando as cores do Coritiba por onde passa.

Sobre o blog

Um blog é, em essência, um tipo de mídia onde pessoas expressam suas opiniões. Este blog, em particular, não tem outra intenção que não seja discutir as coisas relacionadas ao Coritiba, sem existir qualquer pretensão de que os posts aqui colocados sejam a visão única e definitiva das coisas. Trata-se, pois, de um espaço para debates, onde as opiniões colocadas de forma respeitosa sempre serão levadas em consideração.
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