Hora da verdade
Ganhamos do Cruzeiro sem ter dado um único chute a gol, mas ganhamos, é o que importa. Na sequência, tivemos cinco jogos contra times tão ruins quanto o nosso: Vasco, Sport, Avaí, Fluminense e Ponte Preta, três dos quais ainda se encontram na zona de rebaixamento. Conseguimos bons empates fora de casa contra os cariocas, e uma vitória fundamental, na base da garra e graças a excepcionalidade técnica do nosso goleiro, contra o Sport. Goleamos o Avaí e nos complicamos contra a Ponte Preta.
Surreal a postura do time ontem, contra a equipe de Campinas. No primeiro tempo, uma equipe estupidamente cautelosa, com os volantes recuados e com os laterais proibidos de cruzarem a linha do meio campo; já no segundo tempo, uma salada total, com substituições malucas, que deixaram o time uma zona só, com quatro atacantes na frente, Alan Santos de primeiro volante e todo mundo perdido em campo. Menos mal que a sorte resolveu ficar conosco mais um tempinho, e achamos um gol de empate logo após o gol da Ponte. Marcelo Oliveira se esforçou bastante ontem, tentou de todos os modos, mexeu no time, até gritou um pouco à beira do gramado mas, pro nosso bem, não conseguiu perder o jogo.
Agora teremos pela frente três times (Flamengo, Galo e São Paulo) que almejam vagas na Libertadores, que olham para a parte de cima da tabela e não para a rabeira, nossa morada eterna. Times que têm mais qualidade e que, se jogarem com seriedade, deverão dificultar um pouco o trabalho da sorte que tem nos acompanhado, o que exigirá de nós algo além das defesas de Wilson e dos cruzamentos do Carleto.
Se não quisermos contar apenas com gols contra, com bolas desviadas na zaga adversária, com dois pênaltis defendidos em um jogo, com bolas chutadas pelos zagueiros adversárias que batem em nossos atacantes e entram no gol, teremos que rezar para que aconteça o milagre de Marcelo Oliveira continuar como ontem: não ter sucesso ao tentar piorar o que já é uma porcaria.
Ah! Não se esqueçam! É hora de carregar o Coritiba nas costas, lotar o Couto Pereira e blá, blá, blá....
Sobre o autor
Marcus Vinicius Fonseca Popini foi ao Estádio Belfort Duarte, hoje major Antonio Couto Pereira, pela primeira vez, em 1975, aos nove anos de idade. Coxa Branca de nascimento, pai de duas filhas, geólogo pela UFPR com mestrado em Geofísica pela UFBA, participante do site COXAnautas desde 2006, Popini hoje corre o mundo por conta de sua profissão, sempre levando as cores do Coritiba por onde passa.
Sobre o blog
Um blog é, em essência, um tipo de mídia onde pessoas expressam suas opiniões. Este blog, em particular, não tem outra intenção que não seja discutir as coisas relacionadas ao Coritiba, sem existir qualquer pretensão de que os posts aqui colocados sejam a visão única e definitiva das coisas. Trata-se, pois, de um espaço para debates, onde as opiniões colocadas de forma respeitosa sempre serão levadas em consideração.
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