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Estrela Dourada
Estrela DouradaMarcus Popini

Uma benção!



O que eu tenho pra dizer eu direi lá, no Couto Pereira. Na minha casa, onde eu me sinto imbatível.

Irei pelo meu clube, pela minha Camisa, para honrar a benção de poder ser torcedor do Coritiba. No Alto da Glória, onde eu entro horas antes do jogo, e saio apenas porque sou obrigado, eu me sinto invencível. E é isso que eu quero passar aos homens que irão vestir a Camisa Alviverde. Não quero que lutem por mim, pois eu escolhi esse caminho. Quero que lutem pelo Coritiba, que eu vejo acima de tudo, e que é a razão para eu estar ali. E vou gritar Coxa! tão alto, que eles não terão como desprezar o meu grito...

Eu vou passar, os jogadores passarão, mas o Coritiba deve permanecer eterno. A mim será concedido algo parecido com a eternidade, na vida do meu clube, se eu gritar o mais alto que eu puder, apoiando o time, pois o meu grito há de ecoar para sempre. Darei uma demonstração de amor tão grande, que fará com que os jogadores adversários desejem estar vestindo a Camisa Alviverde; e aos jogadores que terão o privilégio de usá-la, por mais utópico que possa parecer, farei ver que dinheiro algum do mundo é capaz de ser maior do que a honra de vesti-la.

Escrevo um pouquinho apenas, e uma paz me domina: estou indo para a minha casa, onde sou invencível e onde a vitória é minha rotina.



Já postei esse texto aqui antes. E sei que voltarei a fazê-lo mais vezes ainda. É a maneira que eu encontro para acalmar a minha alma, que tanta falta sente do Couto Pereira.

Quando saí de Curitiba, por ter que buscar a minha vida, deixei meu coração no Alto da Glória. E, a cada jogo que eu vejo, seja pela televisão, seja pela internet, sinto como se lá estivesse. E fico sem entender ao observar alguns espaços vazios no estádio. Não compreendo como alguém pode abrir mão do privilégio que é poder ver o Coritiba jogar.

Cada vez que o Coritiba entra em campo, o mundo para, o coração dispara. E eu me sinto abençoado por ser Coxa Branca.

Domingo tem jogo no Couto Pereira. Meu coração estará lá. E você?


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Instagram: mpopini

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Sobre o autor

Marcus Popini
Marcus Vinicius Fonseca Popini foi ao Estádio Belfort Duarte, hoje major Antonio Couto Pereira, pela primeira vez, em 1975, aos nove anos de idade. Coxa Branca de nascimento, pai de duas filhas, geólogo pela UFPR com mestrado em Geofísica pela UFBA, participante do site COXAnautas desde 2006, Popini hoje corre o mundo por conta de sua profissão, sempre levando as cores do Coritiba por onde passa.

Sobre o blog

Um blog é, em essência, um tipo de mídia onde pessoas expressam suas opiniões. Este blog, em particular, não tem outra intenção que não seja discutir as coisas relacionadas ao Coritiba, sem existir qualquer pretensão de que os posts aqui colocados sejam a visão única e definitiva das coisas. Trata-se, pois, de um espaço para debates, onde as opiniões colocadas de forma respeitosa sempre serão levadas em consideração.
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