À deriva
Se antes, o torcedor que já era impotente, acreditava que poderia vir à forra e até mudar o destino do clube nas eleições, algo que infelizmente nunca aconteceu, agora vivencia uma sensação de impotência gigantesca. Nos vemos à mercê das decisões de pessoas que têm demonstrado muita falta de consideração com a identidade do clube e com os anseios da coletividade que apaixonadamente ainda insiste em apoiá-lo.
Como explicar numa gestão profissional a manutenção de um CEO e de um diretor após erros sucessivos e um resultado catastrófico? Como nos velhos tempos, foi mais fácil utilizar o comando técnico como “boi de piranha” para aplacar a ira dos mais desavisados.
Após o discurso desconexo pós rebaixamento do diretor de futebol, das desculpas e explicações nada convincentes do CEO até às entrevistas evasivas do treinador recém-contratado, não há evidências de que teremos um 2024 mais tranquilo.
Não arrisco fazer qualquer previsão. Em se tratando de Coritiba, tudo é possível. Desde o título da série B até a queda para a série C, do título estadual à perda da vaga para a Copa do Brasil de 2025. Copa do Brasil, que ultimamente, só tem servido como origem de receita, pois há muito não aspiramos obter qualquer resultado esportivo.
Como torcedor do Coritiba não admito mais que dirigentes venham pedir paciência, tempo e tolerância. Não acredito mais na palavra projeto. Até me irrito a ouví-la no contexto do Coritiba. Só quero ver resultados consistentes, mesmo que gradativos. Título estadual, acesso à série A e título da da série B, se atingidos, não serão mais que obrigação. A confiança nos gestores da SAF só será possível após participações dignas no Campeonato Brasileiro da série A, ou seja, em 2025 ou 2026.
Sobre o autor
Luiz Eduardo Carvalho Buquera é médico veterinário, professor universitário, casado, pai de um filho maravilhoso, apaixonado pelo Coritiba desde a infância, sendo da terceira de quatro gerações de coxas-brancas, que se iniciou com Levy de Brito Buquera, sócio de 1927 até seu falecimento. Testemunhou glórias, como o título máximo de 1985, o belo time de 1989, e também esteve ao lado do clube durante as dificuldades e injustiças do início dos anos 90. Sempre acompanhou o clube da melhor maneira possível desde que deixou Curitiba em 1998. Seu amor pelo alviverde do Alto da Glória será sempre o mesmo, independente de divisão ou resultados.
Sobre o blog
Ao desfrutar do privilégio de escrever uma coluna no site referência para a torcida do Coritiba, pretendo compartilhar opiniões e impressões de um torcedor sobre a história e o momento atual do clube, possibilitando o surgimento de um ambiente amistoso e respeitoso de troca de ideias com os leitores.
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