Quem sabe faz a hora
Embora a campanha esteja acima das expectativas iniciais da maioria dos torcedores, e reconhecendo que não há partida fácil nesta competição, teremos uma sequência de partidas que teoricamente será bem propícia para encaminhar nossa classificação e nos deixar em boas condições para lutar pelo título.
O caminho para que se concretize a arrancada tão desejada nas próximas rodadas, passa pela prática do que sempre prega Gustavo Morínigo, ou seja, a preocupação focada em cada jogo e o respeito a todos os adversários. E a melhor maneira de mostrar respeito é dedicar-se intensamente na busca pela vitória.
Não obstante à liderança e à boa campanha, nas últimas rodadas o Coritiba tem mostrado uma oscilação que preocupa um pouco. Exceção à partida contra o Avaí em que teve uma das atuações mais homogêneas da competição.
A apatia e desatenção mostradas no início das partidas não podem ser ignoradas. Superamos o Londrina em função da diferença técnica, o que infelizmente pode não ocorrer sempre. É só lembrarmos o que ocorreu contra CSA e Botafogo.
Pelas declarações do nosso técnico ao final do último confronto há consciência desse problema e possivelmente se trabalhará para evitar que se repita. Acredito que já foi mais do que suficiente para que os atletas se conscientizem de que não podemos entrar com o espírito de que resolveremos a partida a qualquer momento, ao natural. Isso não existe há muito tempo no futebol.
Sem querer assumir um ar de soberba e desrespeitar nossos futuros adversários, acredito que nós seremos nossos principais adversários, pois nossa atitude como equipe será o principal fator que determinará as dificuldades que poderão nos impor.
Marcação frouxa, erros excessivos de passe, falta de objetividade e de intensidade, podem tornar o adversário mais fraco, um oponente desafiador. Espero um Coritiba mais intenso e ligado. Desse modo, acredito que continuaremos nossa bem sucedida caminhada, sem maiores sustos.
Como já dizia a canção de Geraldo Vandré, quem sabe faz a hora. É isso que espera-se do valoroso grupo de jogadores, que eventualmente tem vacilado, mas que também tem demonstrado muita luta e compromisso.
Não se trata de pessimismo ou olhar o copo meio vazio, e sim de saber que para conquistar grandes coisas temos que estar constantemente atentos e praticarmos uma ação de autocrítica que permita o aperfeiçoamento constante, pois os desafios nunca deixarão de crescer. Estaremos apoiando e torcendo em qualquer situação.
Sobre o autor
Luiz Eduardo Carvalho Buquera é médico veterinário, professor universitário, casado, pai de um filho maravilhoso, apaixonado pelo Coritiba desde a infância, sendo da terceira de quatro gerações de coxas-brancas, que se iniciou com Levy de Brito Buquera, sócio de 1927 até seu falecimento. Testemunhou glórias, como o título máximo de 1985, o belo time de 1989, e também esteve ao lado do clube durante as dificuldades e injustiças do início dos anos 90. Sempre acompanhou o clube da melhor maneira possível desde que deixou Curitiba em 1998. Seu amor pelo alviverde do Alto da Glória será sempre o mesmo, independente de divisão ou resultados.
Sobre o blog
Ao desfrutar do privilégio de escrever uma coluna no site referência para a torcida do Coritiba, pretendo compartilhar opiniões e impressões de um torcedor sobre a história e o momento atual do clube, possibilitando o surgimento de um ambiente amistoso e respeitoso de troca de ideias com os leitores.
Ver comentários (5)
