Até quando? Até a próxima rodada.
Antes que venham desconsiderar essa tese, já afirmo que a arbitragem desastrosa não foi o único fator causal da derrota do Coritiba. Fizemos um péssimo primeiro tempo e temos uma equipe menos qualificada que a do Bragantino, que dificultou demais as ações Alviverdes. Aceitaria a derrota em silêncio se não fosse a interferência externa que impediu que o Coritiba conquistasse ao menos um ponto. Desde quando uma má atuação autoriza a arbitragem a prejudicar uma equipe? Todas as equipes do eixo tiveram uma ou outra má atuação e nem por isso foram atingidas de maneira covarde pelos trios de arbitragem.
Se a direção e a torcida do clube fizerem vista grossa para este tipo de coisa e não colocarem a boca no trombone e exercerem toda a pressão possível sobre os responsáveis pelos prejuízos sofridos, continuaremos sendo tratados como lixo, sem a menor cerimônia. Quem acha que é possível ter um elenco de Real Madrid para passar por cima de tudo, está sonhando. Em 1979, 1980, 1989 e 2011 tínhamos excelentes equipes que foram vítimas desse tipo de sacanagem.
Como muitos torcedores, fico extremamente contrariado de precisar tratar desse assunto, pois gostaria de me concentrar nas virtudes e falhas do Coritiba, e mesmo quando derrotado poder aceitar o resultado, sem a forte desconfiança de que estamos jogando um jogo de cartas marcadas.
Diante disso, mesmo que racionalmente acredite que nossa salvação está cada vez mais difícil, temos que apoiar o elenco, que mesmo com erros e limitações, tem se empenhado em tirar o Coritiba da situação incômoda na qual se encontra, tendo ainda que lutar contra forças externas, alheias ao campo de jogo.
Sobre o autor
Luiz Eduardo Carvalho Buquera é médico veterinário, professor universitário, casado, pai de um filho maravilhoso, apaixonado pelo Coritiba desde a infância, sendo da terceira de quatro gerações de coxas-brancas, que se iniciou com Levy de Brito Buquera, sócio de 1927 até seu falecimento. Testemunhou glórias, como o título máximo de 1985, o belo time de 1989, e também esteve ao lado do clube durante as dificuldades e injustiças do início dos anos 90. Sempre acompanhou o clube da melhor maneira possível desde que deixou Curitiba em 1998. Seu amor pelo alviverde do Alto da Glória será sempre o mesmo, independente de divisão ou resultados.
Sobre o blog
Ao desfrutar do privilégio de escrever uma coluna no site referência para a torcida do Coritiba, pretendo compartilhar opiniões e impressões de um torcedor sobre a história e o momento atual do clube, possibilitando o surgimento de um ambiente amistoso e respeitoso de troca de ideias com os leitores.
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