Frustração e Preocupação, com Ação e sem Desespero
O excesso de expectativa criado pelas promessas da nova diretoria e pelas primeiras atuações da equipe, gerou uma frustração diretamente proporcional no torcedor, com o insucesso nas últimas partidas.
Ontem, no aspecto coletivo, o time foi uma aberração. Nesse contexto, bons jogadores acabam sucumbindo também. Desse modo, fazer uma avaliação individual precisa dos atletas é muito difícil e sujeita a erros e injustiças. Claro que há alguns casos em que a incapacidade ou falta de vontade são nítidas.
No cenário que se apresentou, até mesmo a participação de um craque no jogo de ontem, não seria suficiente para fazer a equipe funcionar e obter melhor resultado, diante de um adversário relativamente fraco. No futebol de hoje, muito físico e tecnicamente nivelado por baixo, a atuação pífia de um ou dois atletas compromete o resultado de toda a equipe. Nos venceram na base do entusiasmo.
Sob o ponto de vista tático, a equipe vem atuando mal, principalmente na marcação, quando dá espaços demais aos adversários. Ofensivamente, voltamos a jogar de maneira burocrática e previsível. Atacamos quase sempre pela direita, em cruzamentos do Igor para o Léo Gamalho. Em raras ocasiões temos capacidade de fazer uma triangulação pelo meio ou arriscar um drible para quebrar as linhas de marcação. E as cobranças de falta têm sido patéticas.
Não sei se a responsabilidade é dos jogadores por falta de aplicação tática e de ousadia, do treinador pela escolha da equipe e definição da estratégia de jogo, da diretoria pela falta de opções de qualidade no elenco, ou muito provavelmente, uma combinação dos possíveis motivos citados.
É momento dos setores do clube se reunirem, fazerem uma autocrítica e identificarem o que deve ser feito para mudar a atual realidade, que é preocupante, mas pode se tornar desesperadora se iniciarmos a série B com o nível de atuação verificado nas últimas rodadas.
Acredito ainda que, por enquanto, as cobranças devam ser direcionadas à administração do clube, baseando-se nos compromissos de campanha, e que os jogadores e a comissão técnica, enquanto trabalharem com afinco e seriedade, fiquem isentos de pressões excessivas da torcida.
Nosso apoio, apesar da insatisfação crônica que tem nos acometido, será fundamental para a sobrevivência e o sucesso do clube, sobretudo com a manutenção e ampliação do quadro de sócios, assunto que pretendo abordar e aprofundar em futuro próximo.
Sobre o autor
Luiz Eduardo Carvalho Buquera é médico veterinário, professor universitário, casado, pai de um filho maravilhoso, apaixonado pelo Coritiba desde a infância, sendo da terceira de quatro gerações de coxas-brancas, que se iniciou com Levy de Brito Buquera, sócio de 1927 até seu falecimento. Testemunhou glórias, como o título máximo de 1985, o belo time de 1989, e também esteve ao lado do clube durante as dificuldades e injustiças do início dos anos 90. Sempre acompanhou o clube da melhor maneira possível desde que deixou Curitiba em 1998. Seu amor pelo alviverde do Alto da Glória será sempre o mesmo, independente de divisão ou resultados.
Sobre o blog
Ao desfrutar do privilégio de escrever uma coluna no site referência para a torcida do Coritiba, pretendo compartilhar opiniões e impressões de um torcedor sobre a história e o momento atual do clube, possibilitando o surgimento de um ambiente amistoso e respeitoso de troca de ideias com os leitores.
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