Receita para um tropeço
Chegamos ao gol em bela jogada individual de Léo Gamalho. Normalmente, seguiríamos marcando em cima, tentando aproveitar alguma brecha dada pelo adversário.
Mas hoje foi um pouco diferente. Recuamos em excesso e pelo menos alguns dos nossos jogadores não estavam pegando firme na marcação. Demos sopa para o azar já no primeiro tempo. Ao término da primeira etapa, apesar do resultado favorável, a postura da equipe já causava preocupação.
Alguns ingredientes de uma receita para o tropeço estavam se fazendo presentes. A acomodação com o resultado, temperada com marcação frouxa e recheada com falta de atitude e excesso de chutões, naquela conhecida tentativa de cozinhar o galo.
Após o retorno, o Coritiba continuou organizado mas sem muita ambição, e aí aconteceu a rigorosa expulsão de Natanael, que somada à postura descrita tornou quase impossível a manutenção do resultado. Mesmo com um a menos, o que se seguiu foi muito preocupante. Ficamos acuados até o final da partida e diante do cenário que se desenhava, o empate acabou sendo razoável, apesar de frustrante.
Não adianta nada nos desesperamos, muito menos a equipe, mas precisamos usar os erros como aprendizado. Temos um time razoável, com algumas peças acima da média, mas precisamos ser mais ousados e não relaxar da disciplina tática, só por estarmos na parte de cima da tabela. Humildade, disciplina, coragem e ousadia serão fundamentais.
É possível que esse resultado seja apenas um tropeço que eventualmente pode acontecer em uma jornada infeliz. Mas o momento pede que a comissão técnica e a diretoria estejam em alerta para evitar um prejuízo maior.
Sobre o autor
Luiz Eduardo Carvalho Buquera é médico veterinário, professor universitário, casado, pai de um filho maravilhoso, apaixonado pelo Coritiba desde a infância, sendo da terceira de quatro gerações de coxas-brancas, que se iniciou com Levy de Brito Buquera, sócio de 1927 até seu falecimento. Testemunhou glórias, como o título máximo de 1985, o belo time de 1989, e também esteve ao lado do clube durante as dificuldades e injustiças do início dos anos 90. Sempre acompanhou o clube da melhor maneira possível desde que deixou Curitiba em 1998. Seu amor pelo alviverde do Alto da Glória será sempre o mesmo, independente de divisão ou resultados.
Sobre o blog
Ao desfrutar do privilégio de escrever uma coluna no site referência para a torcida do Coritiba, pretendo compartilhar opiniões e impressões de um torcedor sobre a história e o momento atual do clube, possibilitando o surgimento de um ambiente amistoso e respeitoso de troca de ideias com os leitores.
Ver comentários (14)
