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Falando de BolaRicardo Honório

Mercado do Futebol: Como competir?



É notório que o Coritiba precisa de reforços se quiser brigar pelo título da Copa do Brasil e fazer uma boa campanha no Campeonato Brasileiro.

O time Alviverde possui uma boa equipe, ainda não tem um bom elenco.

Faltam opções melhores para a zaga, laterais, armação e ataque.

Falta ainda um volante com espírito de liderança, para que comande a equipe principalmente quando Marcelinho Paraíba não puder atuar.

O problema é que o mercado brasileiro de futebol já é escasso, e quando surgem bons jogadores, os chamados “grandes clubes” tratam logo de contratá-los.

Os times médios e com poucos recursos, que disputam à primeira divisão, se vêem em maus lençóis para tentar reforçar seu elenco, tendo que recorrer as suas categorias de base ou então investir em jogadores desconhecidos torcendo para que eles dêem certo.

Vamos falar propriamente do Coritiba:

Os dirigentes sempre esperam o final do campeonato paulista para poder garimpar alguns jogadores que se destacarem por lá.

Foi assim no ano passado com vinda de Michel e Ale, destaques do Guaratinguetá.

O problema é que com o número cada vez maior de jogadores brasileiro indo para o exterior, os “grandes clubes” passaram a olhar com mais carinho para o futebol paulista.

O Cruzeiro, por exemplo, anunciou hoje a contratação do lateral-esquerdo Athirson da Portuguesa, e do atacante Zé Carlos do Paulista/SP, e que marcou dez gols na primeira fase do Paulistão.

Esses dois jogadores seriam extremamente úteis ao Coritiba, principalmente Athirson que resolveria de uma vez por todas o problema da lateral esquerda e ainda traria um toque de experiência ao elenco Coxa.

E pensar que no começo do ano passado, este jogador estava praticamente encostado no Brasiliense, pensando em abandonar a carreira. Méritos para a diretoria da Portuguesa que teve visão e resolveu dar um voto de confiança para um jogador de qualidade

Com a contratação de Athirson, o Cruzeiro terá também Sorin, Fernandinho (se recupera de contusão) e Gerson Magrão para atuarem pelo setor, provando estar montando um elenco de qualdiade.

Todo o bom jogador que aparece no futebol brasileiro logo desperta a cobiça de vários clubes.

Temos um caso interessante no Rio de Janeiro e que serve como alerta para os dirigentes paranaenses.

O lateral-esquerdo Ernani fez um excelente Campeonato Carioca jogando pelo Americano.

Hoje seu passe está sendo disputado por Vasco, Botafogo/RJ e Flamengo, com o último levando vantagem, principalmente pela iminente saída de Juan para o exterior no meio do ano.

Mas qual é a curiosidade neste caso?

O passe de Ernani pertence ao Irati, onde era reserva no ano passado.

E jogadores como Ricardo, atacante do Londrina e Jocelei, volante do J. Malucelli que foram as principais revelações do Campeonato Paranaense, estariam disponíveis?

Provavelmente não, pois Ricardo está acertando com o Grêmio e Jocelei deverá acertar com o Corinthians, já que Mano Menezes mostrou interesse mandou seu auxiliar Sidnei “Lobinho” vir a Curitiba para observar o jogador.

Então, como competir com os “grandes clubes”?

Com os breves exemplos relatados acima, observa-se a dificuldade que os clubes paranaenses, em especial o Coritiba, terão em contratar bons jogadores para o Campeonato Brasileiro.

Mas e o que fazer se não temos como competir com o dinheiro de clubes paulistas, mineiros e gaúchos e muito menos com a mídia dos clubes cariocas?

A torcida cobra, quer reforços, quer ver um time mais forte dentro de campo, brigando pelos títulos, mas o que fazer se os jogadores se deslumbram por propostas dos clubes do eixo SP/RJ/MG/RS?

Sou da opinião que o salário pago em dia, uma boa estrutura dentro e fora de campo, pode ser o maior marketing para o Coritiba trazer bons jogadores.

Mas só isso não adianta, é preciso ter e formar um espírito vencedor dentro do clube e da sua torcida.

Outra situação seria a elaboração de um plano de sócios que trouxesse um grande retorno, como foi realizado por Inter e Grêmio. Com um grande número de associados, a diretoria teria uma receita fixa mensal e poderia se programar melhor para fazer a montagem do time.

Com a palavra, você amigo COXAnauta.


Sobre o autor

Ricardo Honório
Ricardo Alexandre Honório Alves, mais conhecido como Ricardo Honório, funcionário público federal. Coxa-Branca desde 1975, tem como maior ídolo o craque Tostão, maior jogador que viu jogar com a camisa Coxa. Louco por futebol desde criança, tinha como hobby colecionar figurinhas e a Revista Placar, além da leitura diária de jornais esportivos. Com isso desenvolveu o gosto por acompanhar tudo que envolvia futebol e não apenas o Coritiba, o que o tornou Colunista do COXAnautas desde 2005, convidado pelo amigo Luiz Betenheuser, sendo o responsável pelas informações não só do Coritiba, como principalmente dos adversários do Verdão.

Sobre o blog

O Blog "Falando de Bola" é comandado pelo estudioso do futebol Ricardo Honório e visa abordar tudo que envolve o mundo da bola, focando, claro, no Coritiba. Adversários, tendências do futebol atual, táticas, mercado da bola, futebol internacional e tudo que estiver ligado ao tema você encontrará nesse espaço, que tem o objetivo de ser uma verdadeira "arquibancada virtual", onde o assunto é sempre ela: a bola.
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