Não é hora para mudanças
Acredito que ainda não é o momento propício para mudanças mais radicais no time, sejam elas de ordem tática ou técnica.
Jogadores mais contestados como Léo Gago, Davi e Bill devem ter uma segunda chance na equipe, principalmente em um momento onde jogadores importantes como Pereira, Eltinho, Leandro Donizete e Marcos Aurélio, além de Anderson Aquino, um reserva de luxo, estão voltando ao time.
O grande momento do Coritiba nesta temporada foi justamente quando atuou com seus onze titulares (Edson Bastos, Jonas, Emerson, Pereira e Eltinho; Leandro Donizete, Léo Gago, Davi, Rafinha e Marcos Aurélio; Bill), chegando ao ápice na goleada por 6x0 contra o Palmeiras, quando Anderson Aquino já substituía Marcos Aurélio, afastado por contusão após a conquista do título estadual.
Após este jogo o Coritiba sofreu um declínio técnico, nada mais natural. Alguns torcedores e cronistas acharam que o time sofria de uma leve “soberba”, causada pelo excesso de confiança do time após o “atropelamento” em cima da equipe do Parque Antártica, outros mais conscientes perceberam que os desfalques contínuos começavam a atrapalhar a equipe.
E o grande problema causado pelo excesso de desfalques foi comprovado na final da Copa do Brasil, quando o Coritiba atuou praticamente sem cinco jogadores titulares, considerando que Anderson Aquino já era praticamente o 12º titular da equipe. Pereira, Leandro Donizete e Anderson Aquino já estavam fora, e Eltinho e Marcos Aurélio atuaram no sacrifício menos de meio-tempo da partida. Mas mesmo assim pouco fizeram, o que é natural em jogos de grande stress físico e mental.
Enquanto isso o Vasco da Gama atuou com seu time completo, contando com a volta de Eder Luiz, que acabou sendo o principal jogador do time na partida.
Após a perda da Copa do Brasil, alguns acharam que o elenco do Coritiba era fraco, principalmente por ter perdido um título nacional dentro de casa, mas é evidente que qualquer time de futebol, sente muito a ausência de cinco jogadores titulares, principalmente quando eles são referências na equipe, como Pereira (referência de liderança), Leandro Donizete (referência de marcação) e Marcos Aurélio (referência técnica).
Voltando ao assunto da pertinência em alterar o time ou não, neste momento o ideal é que Marcelo Oliveira dê mais uma chance aos contestados, por no mínimo mais dois jogos, observando como eles se comportarão dentro de campo jogando com o time completo.
Caso o declínio técnico continue e os resultados não apareçam, aí sim será hora de alterar as peças que não estiverem rendendo, usando o bom elenco que tem a sua disposição.
E aí será a hora de Marcelo Oliveira mostrar trabalho e provar que o grande momento a frente do time não foi por acaso.
Saudações Alviverdes
Ricardo Honório
twitter.com/rhonorio
Sobre o autor
Ricardo Alexandre Honório Alves, mais conhecido como Ricardo Honório, funcionário público federal. Coxa-Branca desde 1975, tem como maior ídolo o craque Tostão, maior jogador que viu jogar com a camisa Coxa. Louco por futebol desde criança, tinha como hobby colecionar figurinhas e a Revista Placar, além da leitura diária de jornais esportivos. Com isso desenvolveu o gosto por acompanhar tudo que envolvia futebol e não apenas o Coritiba, o que o tornou Colunista do COXAnautas desde 2005, convidado pelo amigo Luiz Betenheuser, sendo o responsável pelas informações não só do Coritiba, como principalmente dos adversários do Verdão.
Sobre o blog
O Blog "Falando de Bola" é comandado pelo estudioso do futebol Ricardo Honório e visa abordar tudo que envolve o mundo da bola, focando, claro, no Coritiba. Adversários, tendências do futebol atual, táticas, mercado da bola, futebol internacional e tudo que estiver ligado ao tema você encontrará nesse espaço, que tem o objetivo de ser uma verdadeira "arquibancada virtual", onde o assunto é sempre ela: a bola.
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