Para refletir
A coluna de hoje não falará sobre futebol, mas sim sobre a volta do Coritiba ao Couto Pereira.
Vários fatores me deixaram reflexivo e ciente de que cada vez mais caminhamos em contramão para sermos grandes e disputarmos alguma coisa a mais do que o título estadual.
Público pequeno para a volta ao Couto Pereira, arquibancadas praticamente sem faixas (pelo menos no lado da Império), torcedores Alviverdes vaiando-se entre si e um jogo fraco tecnicamente dentro de campo.
Sobre o pequeno público, nada anormal, em face do valor exorbitante do ingresso, além do aumento abusivo do plano de sócios. Além disso, uma noite fria e com garoa e um adversário sem nenhuma expressão.
A diretoria precisa repensar no valor do ingresso e no plano de sócios, pois nem a minoria de 4%, meta que a diretoria pretende atingir, o Coritiba levará a campo com os valores cobrados atualmente.
A minoria de 4% refere-se ao número de 40.000 torcedores, calculando-se um número de um milhão de torcedores que o Coritiba possui.
O que mais deixa um estádio bonito senão as suas faixas, bandeiras e instrumentos?
Na noite de hoje, o Couto parecia frio, gélido, assim como a noite de inverno em pleno verão na inconstante Curitiba.
Uma medida extremamente absurda, infantil e revanchista da diretoria em proibir adereços e instrumentos da torcida dentro da própria casa.
E para finalizar o triste episódio das vaias dos próprios torcedores Alviverdes a Império Alviverde, quando ela começava a entoar seus cânticos em causa própria.
Esta atitude dividirá ainda mais o já dividido Coritiba, reflexo que logo irá para dentro do gramado, pois os jogadores Alviverdes já provaram que são outros nas partidas dentro de casa, onde sempre contou com o apoio do torcedor, principalmente da Império, que ano passado cantou o jogo inteiro em todas as partidas dentro de casa.
Não sou um defensor das torcidas organizadas, porém sem elas os estádios não têm a mínima graça, muito menos a mesma vibração, e isso os atletas sentem dentro de campo.
Se a caminhada neste ano será muito difícil, imaginem o que acontecerá se a torcida do Coritiba continuar dividida nas arquibancadas.
Um exército só se torna invencível se todos os seus soldados marcharem em busca de um mesmo ideal. É este espírito que precisa estar presente não só na cabeça dos torcedores, como principalmente na cabeça dos dirigentes Alviverdes
Chegará a hora que todos precisarão da torcida, chegará a hora que ela fará a diferença, portanto é nesta hora que a reconciliação é necessária.
A diretoria precisa rever alguns conceitos, pois agora com o retorno ao Couto, começará a cair na real no que o Coritiba vem se transformando no início desta “ nova velha “ gestão.
Será que todos ficaram satisfeitos com o que viram nas arquibancadas do Couto Pereira esta noite?
Será que aqueles que vaiaram a própria torcida se disporiam a cantar o jogo inteiro para empurrar o time em busca da vitória, como a Império sempre fez?
Fica a reflexão.
Saudações Alviverdes
Ricardo Honório
Sobre o autor
Ricardo Alexandre Honório Alves, mais conhecido como Ricardo Honório, funcionário público federal. Coxa-Branca desde 1975, tem como maior ídolo o craque Tostão, maior jogador que viu jogar com a camisa Coxa. Louco por futebol desde criança, tinha como hobby colecionar figurinhas e a Revista Placar, além da leitura diária de jornais esportivos. Com isso desenvolveu o gosto por acompanhar tudo que envolvia futebol e não apenas o Coritiba, o que o tornou Colunista do COXAnautas desde 2005, convidado pelo amigo Luiz Betenheuser, sendo o responsável pelas informações não só do Coritiba, como principalmente dos adversários do Verdão.
Sobre o blog
O Blog "Falando de Bola" é comandado pelo estudioso do futebol Ricardo Honório e visa abordar tudo que envolve o mundo da bola, focando, claro, no Coritiba. Adversários, tendências do futebol atual, táticas, mercado da bola, futebol internacional e tudo que estiver ligado ao tema você encontrará nesse espaço, que tem o objetivo de ser uma verdadeira "arquibancada virtual", onde o assunto é sempre ela: a bola.
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