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Falando de Bola
Falando de BolaRicardo Honório

A 'entrega' da taça



Em qualquer torneio que se dispute, seja futebol, vôlei, basquete, etc, onde houver a possibilidade de um clube campeão, a taça estará lá para ser entregue ao vencedor, independente do local da partida, seja a casa do triunfante ou do perdedor.

E nesta semana, dias que antecedem um clássico, que tem tudo para ser um grande jogo, o assunto que vem a tona, é se a taça de campeão paranaense caso o Coritiba, no mínimo, consiga um empate, será entregue na Baixada.

Confesso que não consigo entender esse tipo de “coronelismo” que ronda as atitudes do time da Baixada.

O fato que já aconteceu em 2008, quando o Coritiba teve que improvisar uma taça para dar a volta olímpica, tem tudo para se repetir este ano, reforçando a imagem de time pequeno a mau perdedor, características típicas de um time, que passa a imagem de um time grande, mas apenas na teoria, pois na prática este tipo de atitude agiganta ainda mais a imagem do Coritiba.

Para um time ser grande, é preciso que a mentalidade de seus dirigentes seja tão grande quanto. Não adianta apenas dizer que é grande, se suas atitudes são pequenas.

E este tipo de atitude só reforça ainda mais a rivalidade entre suas torcidas, chegando ao ponto da violência extrema fora de campo.

A paz precisa ser propagada, e para isso é necessário que os dirigentes saibam reconhecer a superioridade de seu rival, pois isso já é um grande começo para colaborar para o fim da violência entre as torcidas.

No fundo, a entrega da taça é apenas uma formalidade, pois o que vai interessar realmente é a vitória que fará o Coritiba igualar o recorde brasileiro de vitórias consecutivas, e o título que confirmará ainda mais a supremacia Alviverde em relação ao seu maior rival.

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A imprensa também tem sua parcela de culpa neste caso.

No episódio em 2008, procurou-se uma série de justificativas para avalizar a atitude do Atlético.

Poucos foram os jornalistas que se manifestaram contrários ao que fizeram os dirigentes atleticanos.

E a principal justificativa de se evitar a violência, com a revolta de sua torcida, não pode ocorrer, pois um time que tem uma torcida de selvagens não pode ter condições de sediar uma Copa do Mundo em seu estádio.

É hora de a imprensa procurar fazer um futebol paranaense forte, e não justificar os desmandos do time do “coronel”.

O mesmo aplica-se a Federação Paranaense de Futebol, que deveria fazer valer os direitos de seus associados, no caso o Coritiba.

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Deixo uma pergunta no ar:

Se realmente o Coritiba não é mais o seu principal rival, como dizem os atleticanos, que consideram times como São Paulo e Inter/RS com maior rivalidade atualmente, qual o motivo de tamanha pequenez ao se recusar a entregar a taça ao campeão dentro da Baixada?


Saudações Alviverdes
Ricardo Honório


rhonorio@twitter.com

Sobre o autor

Ricardo Honório
Ricardo Alexandre Honório Alves, mais conhecido como Ricardo Honório, funcionário público federal. Coxa-Branca desde 1975, tem como maior ídolo o craque Tostão, maior jogador que viu jogar com a camisa Coxa. Louco por futebol desde criança, tinha como hobby colecionar figurinhas e a Revista Placar, além da leitura diária de jornais esportivos. Com isso desenvolveu o gosto por acompanhar tudo que envolvia futebol e não apenas o Coritiba, o que o tornou Colunista do COXAnautas desde 2005, convidado pelo amigo Luiz Betenheuser, sendo o responsável pelas informações não só do Coritiba, como principalmente dos adversários do Verdão.

Sobre o blog

O Blog "Falando de Bola" é comandado pelo estudioso do futebol Ricardo Honório e visa abordar tudo que envolve o mundo da bola, focando, claro, no Coritiba. Adversários, tendências do futebol atual, táticas, mercado da bola, futebol internacional e tudo que estiver ligado ao tema você encontrará nesse espaço, que tem o objetivo de ser uma verdadeira "arquibancada virtual", onde o assunto é sempre ela: a bola.
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