A forma de jogar
Salvo aquela desatenção no começo de jogo na cobrança de falta do Santa Cruz, quando Wilson fez uma grande defesa no chute de Danny Moraes, o Coritiba praticamente não foi incomodado.
O time pernambucano teve aquela típica posse de bola ilusória na meia-cancha, quantas vezes já vimos o Coritiba fazer isso, mas não chegava a incomodar o goleiro Alviverde.
A defesa Alviverde esteve muito bem postada, principalmente em seu miolo de zaga, e o trio de volantes deu uma grande segurança ao setor defensivo.
O volante Alan Santos atuou praticamente como o homem de ligação ao ataque, pois taticamente o time estava armado em um 4-1-4-1 quanto estava sendo atacado, e partia para um 4-3-3 quando tinha a posse de bola, com Raphael Veiga e Kazim bem abertos pelos lados.
Se teoricamente a escalação com três volantes dava a impressão de um time defensivo, na prática não foi bem assim. O time Alviverde teve várias chances de gol e poderia ter saído de Recife com um placar mais tranqüilo.
Mas isso só aconteceu porque o Coritiba tinha campo para jogar, já que a obrigação de propor o jogo era do adversário.
Para as partidas fora de casa, o time achou um jeito de jogar. Com a segurança dos três volantes, se Kleber e Kazim estiverem inspirados, a chance de conseguir um bom resultado é muito grande.
Mas e dentro do Couto Pereira, esta forma de jogar também daria certo?
Pode ser que sim, desde que contra adversários que não consigam ficar atrás. Mas contra times de menor expressão e que venham jogar fechados, o Coritiba pode ter dificuldades para chegar ao gol adversário.
Uma saída, caso Pachequinho queira insistir na trinca de volantes também dentro de casa, seria o recuo de Edinho para formar a linha com três zagueiros, e liberar os laterais para o ataque. Neste caso, a escalação de Dodô na direita poderia funcionar melhor do que Ceará, que não foi bem nas duas últimas partidas.
Apesar do time ter ido bem nas duas últimas partidas, e conseguir sua primeira vitória fora, resta a curiosidade em saber como o time se comportará nos jogos dentro de casa tendo que propor o jogo para tentar a vitória.
Mas o importante, é que finalmente, depois de longos meses, o time achou um jeito de jogar, e pelo que vimos pode trazer a esperança de que o time, no mínimo, faça um segundo turno sem sustos, e consiga se manter na primeira divisão.
Mais do que isso, hoje é utopia.
Saudações Alviverdes
Ricardo Honório
Sobre o autor
Ricardo Alexandre Honório Alves, mais conhecido como Ricardo Honório, funcionário público federal. Coxa-Branca desde 1975, tem como maior ídolo o craque Tostão, maior jogador que viu jogar com a camisa Coxa. Louco por futebol desde criança, tinha como hobby colecionar figurinhas e a Revista Placar, além da leitura diária de jornais esportivos. Com isso desenvolveu o gosto por acompanhar tudo que envolvia futebol e não apenas o Coritiba, o que o tornou Colunista do COXAnautas desde 2005, convidado pelo amigo Luiz Betenheuser, sendo o responsável pelas informações não só do Coritiba, como principalmente dos adversários do Verdão.
Sobre o blog
O Blog "Falando de Bola" é comandado pelo estudioso do futebol Ricardo Honório e visa abordar tudo que envolve o mundo da bola, focando, claro, no Coritiba. Adversários, tendências do futebol atual, táticas, mercado da bola, futebol internacional e tudo que estiver ligado ao tema você encontrará nesse espaço, que tem o objetivo de ser uma verdadeira "arquibancada virtual", onde o assunto é sempre ela: a bola.
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