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Falando de Bola
Falando de BolaRicardo Honório

Mais vivo do que nunca



Se não foi o resultado que a torcida Coxa-Branca esperava, a derrota por 1x0 para o Vasco da Gama, em São Januário, mantém o time Alviverde mais forte do que nunca em busca do título inédito da Copa do Brasil.

Esperava-se que o Coritiba enfrentaria uma forte pressão em São Januário. A imprensa noticiava que o time vascaíno sufocaria o Coritiba e que sua torcida tornaria o estádio de São Januário um verdadeiro “caldeirão” para o time Alviverde.

Mas a história não foi bem assim. Dentro de campo o Coritiba dominou o jogo, é verdade que em grande parte sem nenhuma objetividade e nas arquibancadas a tão propagada pressão foi transformada em um “apitaço” utilizado para desestabilizar a equipe Coxa-Branca.

A torcida Alviverde fez sua parte, cerca de 2000 Coxas estiveram no estádio e tentaram de todas as maneiras empurrar o time em busca da vitória. O tradicional grito de guerra Coxa ecoou muito mais forte, calando por diversas vezes as manifestações do torcedor vascaíno.

No gramado o Coritiba tomava as ações da partida, tocava bem a bola e se mostrava muito bem armado em sua defesa.

A primeira chance desperdiçada foi com Anderson Aquino, que recebeu livre dentro da área, mas um segundo de indecisão e foi desarmado pelo zagueiro adversário.

As chances de gols eram raras. Os times atuavam cautelosamente, estudando um ao outro, mais se preocupando em não sofrer gols do que marcá-los.

Bill e Diego Souza destacavam-se em um jogo truncado em sua meia-cancha. O matador Alviverde tentava lutar de todo jeito contra a bem postada zaga vascaína. As bolas não chegavam trabalhadas, principalmente pelas más jornadas de Anderson Aquino e principalmente Davi, que mais uma vez fez uma partida totalmente apagada.

Apesar de bem postado em sua defesa, o Coritiba mostrava um raro vazio em sua meia-cancha, logo o setor mais destacado da equipe até o momento.

O espaçamento da meia-cancha era evidente, Davi e Anderson Aquino apagados e Rafinha bem marcado, atuavam longe de Léo Gago e William, que ficaram mais próximos da defesa Coxa, fazendo com que ficasse um grande espaço próximo ao círculo do meio-campo.

Na segunda etapa, o panorama não se alterou, a não ser pelo gol vascaíno marcado por Alecsandro, logo aos cinco minutos.

O gol evidenciou o espaço que os jogadores do Coritiba deram nesta partida. O lateral direito Allan, recebeu a bola, e teve tempo de pensar e erguer a cabeça, fazendo um belo cruzamento para Alecsandro marcar. Tudo isso observado por Lucas Mendes, que apesar de ter dado espaço para o adversário cruzar, fez uma boa partida defensivamente

O gol não abateu a equipe Coxa, que continuava dominando a partida. Bill, em jogada de raça quase marcou o gol de empate, mas a bola acabou indo bem onde estava o goleiro Fernando Prass, que fez uma defesa de puro reflexo.

Marcelo Oliveira tentou algumas alterações, mas não obteve sucesso, pois Leonardo e Geraldo não entraram bem.

O time dominava as ações de meia-cancha, porém continuava sem objetividade e força em seu ataque.

A bola rondava a intermediária vascaína, mas os atacantes Alviverdes não conseguiam ser acionados, pois o Coritiba falhava no último passe.

O domínio era tão evidente, que a torcida vascaína não conseguia apoiar seu time, tamanha a tensão que lhe era passada dentro de campo.

O Coritiba ainda teve uma última chance com o zagueiro Emerson, porém o placar ficou mesmo em 1x0 para o time vascaíno.

Xxx

Mesmo com a derrota, ficou evidente que o Coritiba tem todas as condições de reverter o placar no Couto Pereira.

Além de atuar melhor quando joga em seus domínios, aqui certamente a pressão das arquibancadas será muito maior do que foi visto em São Januário, o que fatalmente levará também a uma pressão maior dentro de campo, situação que poderá complicar a vida do Vasco da Gama.

Mas só a pressão das arquibancadas não fará o time sair com o título da Copa do Brasil. Ela ajudará e muito, porém os atletas precisam entrar com “sangue nos olhos” e com o “coração no bico da chuteira” para tentar passar por cima do Vasco.

É preciso que o Coritiba atue com inteligência, fazendo a bola rodar e apostar na velocidade de seus meias-atacantes, principalmente Rafinha, que se repetir a partida que fez contra o Ceará, será o fator de desequilíbrio a favor do Coritiba.

Sem Anderson Aquino, espera-se que Marcos Aurélio possa jogar. Com ele em campo, o Coritiba ganha em qualidade, tanto na armação das jogadas, como nos arremates a gol, assim Davi não ficaria sobrecarregado para armar as jogadas de ataque.

O Vasco dificultará muito as coisas para o Coritiba. Tem jogadores experientes e rodados que sabem lidar com pressão. Tática e tecnicamente o Coritiba é superior, mas terá que saber lidar com a pressão, coisa que jogadores como Felipe, Diego Souza e Alecsandro pelo Vasco sabem fazer bem.

A vantagem vascaína é pequena. Não é suficiente para transformar o Vasco da Gama em favorito ao título. O Coritiba tem totais condições de reverter. Basta lutar e ir com tudo em busca da vitória!

Saudações Alviverdes
Ricardo Honório



Sobre o autor

Ricardo Honório
Ricardo Alexandre Honório Alves, mais conhecido como Ricardo Honório, funcionário público federal. Coxa-Branca desde 1975, tem como maior ídolo o craque Tostão, maior jogador que viu jogar com a camisa Coxa. Louco por futebol desde criança, tinha como hobby colecionar figurinhas e a Revista Placar, além da leitura diária de jornais esportivos. Com isso desenvolveu o gosto por acompanhar tudo que envolvia futebol e não apenas o Coritiba, o que o tornou Colunista do COXAnautas desde 2005, convidado pelo amigo Luiz Betenheuser, sendo o responsável pelas informações não só do Coritiba, como principalmente dos adversários do Verdão.

Sobre o blog

O Blog "Falando de Bola" é comandado pelo estudioso do futebol Ricardo Honório e visa abordar tudo que envolve o mundo da bola, focando, claro, no Coritiba. Adversários, tendências do futebol atual, táticas, mercado da bola, futebol internacional e tudo que estiver ligado ao tema você encontrará nesse espaço, que tem o objetivo de ser uma verdadeira "arquibancada virtual", onde o assunto é sempre ela: a bola.
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