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Falando de Bola
Falando de BolaRicardo Honório

Na conta do Cáceres, do Ney Franco e do juíz

A invencibilidade de sete jogos foi por água abaixo após a derrota, injusta por sinal, para o Internacional.

A invencibilidade, mesmo que ilusória pelo futebol que o time vinha apresentando, estava trazendo alento ao torcedor Alviverde que via seu time cada vez mais próximo de deixar de vez a zona do rebaixamento.

Mas se o empate contra o Fluminense já tinha devolvido o Coritiba a Z4, a derrota para o Inter estagnou o time Alviverde na parte de baixo da tabela. A sorte é que os seus concorrentes diretos não tem também conseguido se afastar desta situação difícil.

E com isso o Coritiba consegue, mesmo que aos trancos e barrancos, se manter próximo de deixar a Z4.

O problema é que em anos anteriores o time só escapou da segunda divisão graças ao excelente aproveitamento dentro de casa. Este ano isso não vem acontecendo, o que tornará a tarefa ainda mais árdua.

Dos últimos 12 pontos disputados dentro de casa, o Coritiba conquistou apenas 5. Um aproveitamento muito baixo para quem deseja permanecer na primeira divisão.

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O jogo se encaminhava para o final da primeira etapa, e o time Alviverde tinha conseguido encaixar a marcação, dando poucas chances do Internacional chegar próximo à meta de Wilson.

Mas uma falha ridícula de Cáceres, o paraguaio que até agora não disse a que veio, e o placar foi aberto para não ser mais alterado.

Não sei se foi falta de qualidade técnica ou preciosismo, mas o jogador tinha duas alternativas, ou recuava para Wilson ou dava um "chutão para onde o nariz apontava".

Mas Cáceres não fez nenhuma coisa nem outra. Entregou a bola nos pés do rápido Valdivia que serviu Vitinho, que quase conseguiu perder o gol.

Já se passou quase uma temporada inteira e ainda estou tentando entender qual a função de Cáceres no Coritiba. Existem casos de bons jogadores que não dão certo em determinados times. Esse parece ser o caso de Cáceres com o Coritiba.

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Ney Franco tem lá seus méritos. Conseguiu dar vida a uma defesa que já estava praticamente sepultada.

Mas se lá atrás ele acertou ao colocar Leandro Silva de lateral direito, e Juninho e Walisson no miolo de zaga, do meio para a frente o time ainda não conseguiu se acertar.

E além de não acertar o setor de criatividade do time, o treinador consegue piorar o time com as suas substituições.

Alguém conseguiu entender a entrada do Ivan, quando o time precisava vencer o jogo?

Ou então a entrada de Guilherme Paredes para jogar pelos lados, quando o mais lógico a fazer era colocar alguém para chutar em gol ou forçar o jogo aéreo, pois era sabido que o time partiria para o abafa.

Hoje o que mais se vê no time Alviverde são os chuveirinhos para a área adversária. O problema é que os atacantes não são altos, e com isso as jogadas se tornam infrutíferas e consagram a zaga e o goleiro do outro time.

Enquanto isso, o clube contrata o artilheiro do campeonato gaúcho, que fica no banco se tornando um espectador privilegiado.

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Geralmente os erros de arbitragem passam batidos quando o time prejudicado não necessita dos acertos dos árbitros para vencer as partidas.

Mas esse não é o caso do Coritiba, o único time que não teve nem um pênalti a seu favor no campeonato brasileiro.

O claro "encontrão" por trás de Rafael Moura em Kléber Gladiador dentro da área, é daqueles lances em que o "soprador de apito" não precisa nem pensar duas vezes para apontar a infração.

Mas um dos melhores árbitros da nova geração, segundo os "especialistas" simplesmente ignorou um dos lances mais grotescos deste campeonato.

Não é a toa que a arbitragem brasileira é um sistema falido, composto por péssimos amadores.

Esse Rafael Claus é mais um daqueles juízes que ficará marcado por sua soberba e falta de inteligência e condição técnica para conduzir de maneira imparcial uma partida de futebol.

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Abro aspas para comentar a declaração de Argel, técnico do Internacional, para os jornalistas gaúchos após a partida.

"Meu time mereceu a vitória, jogou um bom futebol e convenceu pelo o que apresentou."

Não é a toa que o futebol brasileiro passa por uma grave crise técnica.

Quando se tem treinadores limitadíssimos que armam o seu time para jogar retrancado, esperando pela famosa "uma bola", é sinal de que o futebol brasileiro está longe de se reerguer e voltar a ser referência quando se trata de futebol.

Treinadores como Argel deveriam ser expurgados para o bem do futebol brasileiro.

Saudações Alviverdes
Ricardo Honório

Sobre o autor

Ricardo Honório
Ricardo Alexandre Honório Alves, mais conhecido como Ricardo Honório, funcionário público federal. Coxa-Branca desde 1975, tem como maior ídolo o craque Tostão, maior jogador que viu jogar com a camisa Coxa. Louco por futebol desde criança, tinha como hobby colecionar figurinhas e a Revista Placar, além da leitura diária de jornais esportivos. Com isso desenvolveu o gosto por acompanhar tudo que envolvia futebol e não apenas o Coritiba, o que o tornou Colunista do COXAnautas desde 2005, convidado pelo amigo Luiz Betenheuser, sendo o responsável pelas informações não só do Coritiba, como principalmente dos adversários do Verdão.

Sobre o blog

O Blog "Falando de Bola" é comandado pelo estudioso do futebol Ricardo Honório e visa abordar tudo que envolve o mundo da bola, focando, claro, no Coritiba. Adversários, tendências do futebol atual, táticas, mercado da bola, futebol internacional e tudo que estiver ligado ao tema você encontrará nesse espaço, que tem o objetivo de ser uma verdadeira "arquibancada virtual", onde o assunto é sempre ela: a bola.
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