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Falando de Bola
Falando de BolaRicardo Honório

Nada de transição, de Sub-23...

Como tenho tido pouca paciência para ver os jogos do Coritiba fora de casa, não vi o primeiro tempo do jogo de ontem.

No grupo do COXAnautas, os amigos falavam que o Coritiba jogava bem, marcava em cima, mas continuava perdendo os mesmos gols de sempre. A intensa movimentação e a firmeza na marcação traziam o receio do que podia acontecer quando o gás acabasse.

Ney Franco surpreendeu e pela enésima vez veio com um time diferente, ontem explicado pela ausência dos titulares que não podem jogar a Copa do Brasil.

Vaná, Rodolfo e Giva foram as novidades. E assim o time atuou praticamente em um 4-3-3 ou um 4-2-3-1 para os querem optar pelo esquema da moda.

Rodolfo atuava como um 10, com Thiago Galhardo e Giva aberto pelos lados e Rafhael Lucas na frente.

Veio o segundo tempo, e eu já em casa com a tv ligada, pude constatar que o temor dos amigos do site se confirmaria.

Dois gols sofridos com menos de dez minutos, no mais legítimo padrão "zaga do Coritiba de qualidade".

E o desespero tomou conta do time.

O bom primeiro tempo foi jogado fora, e em troca veio o segundo tempo que estamos acostumados com este time. Falhas na zaga, desorganização no meio, ataque nulo, e bolas paradas improdutivas.

A desclassificação até não era de todo ruim, se considerarmos a dificuldade que esperaria o Coritiba a partir da próxima fase, agravada ainda pela impossibilidade de contar com vários jogadores que hoje são titulares, principalmente Marcos Aurélio, Lúcio Flávio e Wilson.

Por outro lado a classificação que estava escapando poderia devolver um pouco da moral que o time perdeu desde que foi goleado pelo Operário nas finais do Campeonato Paranaense.

Eis que o tão pedido garoto Evandro, artilheiro das categorias de base, entrasse e se atirasse contra a bola como quem se joga esfomeado em um prato de comida, e diminuísse a vantagem da Ponte, levando a partida para os pênaltis.

E nos pênaltis brilharam a estrela do goleiro Vaná, que defendeu um e viu dois serem jogados para fora, e dos batedores que na Copa do Brasil atingiram 100% de eficiência em 14 penalidades batidas.

Sobre o garoto Evandro, esqueçam essa história de transição, de adaptação, de Sub-23. Tirem ele do Sub 19 e coloquem no time profissional.

Precoce ou não, deem uma chance ao menino de mostrar ainda neste brasileiro a que veio. O time está precisando de gás novo, de motivação. E nada melhor do que um jogador em que a expectativa é grande para fazer isso acontecer.

Em 1995, Carpegiani tirou um moleque do Sub17 e passou direto para o time profissional. O final desta história todos conhecem.

Saudações Alviverdes
Ricardo Honório


Sobre o autor

Ricardo Honório
Ricardo Alexandre Honório Alves, mais conhecido como Ricardo Honório, funcionário público federal. Coxa-Branca desde 1975, tem como maior ídolo o craque Tostão, maior jogador que viu jogar com a camisa Coxa. Louco por futebol desde criança, tinha como hobby colecionar figurinhas e a Revista Placar, além da leitura diária de jornais esportivos. Com isso desenvolveu o gosto por acompanhar tudo que envolvia futebol e não apenas o Coritiba, o que o tornou Colunista do COXAnautas desde 2005, convidado pelo amigo Luiz Betenheuser, sendo o responsável pelas informações não só do Coritiba, como principalmente dos adversários do Verdão.

Sobre o blog

O Blog "Falando de Bola" é comandado pelo estudioso do futebol Ricardo Honório e visa abordar tudo que envolve o mundo da bola, focando, claro, no Coritiba. Adversários, tendências do futebol atual, táticas, mercado da bola, futebol internacional e tudo que estiver ligado ao tema você encontrará nesse espaço, que tem o objetivo de ser uma verdadeira "arquibancada virtual", onde o assunto é sempre ela: a bola.
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