O Atletiba passou. E deixou recados!
A vitória no Atletiba, que ampliou para oito jogos a invencibilidade do Verdão sobre o rival, mostrou um time maduro, consciente do que precisava fazer em campo e seguro em cada decisão tomada durante os 90 minutos.
Depois de um início de maior pressão do adversário, o Coritiba rapidamente entendeu o jogo e a forma de atuação do outro lado. A partir daí, colocou a bola no chão, passou a atuar com rapidez nas transições e foi eficiente. O gol saiu em uma jogada de raça de Lavega, seguida de uma cabeçada linda de Lucas Ronier. E poderia ter sido mais: o Verdão ainda teve ao menos duas chances claras de matar o jogo. Enquanto isso, o adversário pouco produziu, a ponto de Pedro Morisco não precisar fazer uma única defesa durante toda a partida.
Sem atuações ruins individuais, o Coritiba teve destaques evidentes. Tinga fez uma partida impecável pela lateral direita, Tiago Cóser mostrou segurança e boa saída de bola, Lavega teve excelente movimentação e foi decisivo no lance do gol, e Lucas Ronier foi o melhor em campo, decidindo o clássico no alto de seus 1,63m, com uma cabeçada precisa e cheia de estilo.
Mas a vitória no clássico já indica que o Coritiba está pronto para a estreia no Brasileirão? Evidentemente que não. Até porque, sejamos francos, o adversário mostrou um nível técnico bastante baixo e, se não se reforçar, é sério candidato a brigar contra o rebaixamento.
Ainda assim, o Coritiba apresentou virtudes importantes: manteve a segurança defensiva que já era marca registrada do ano passado, mostrou uma saída de bola qualificada desde a defesa, apresentou transições rápidas do meio para o ataque, algo que não víamos em 2025, e conta agora com atacantes de maior qualidade técnica em relação à temporada anterior.
Há, contudo, pontos claros a evoluir. Falta maior participação ofensiva dos laterais, especialmente pelo lado esquerdo, posição que pede um reforço para assumir a titularidade. Será necessário encontrar um substituto para Josué que consiga segurar a bola e organizar o jogo quando preciso, além de melhorar o aproveitamento das chances criadas, e sigo entendendo que a chegada de um centroavante seria fundamental.
O time comandado por Fernando Seabra ainda tem muito a evoluir, mas já conquistou dois resultados importantes sob seu comando, o que traz tranquilidade e confiança para o início do trabalho.
Outro aspecto que merece destaque é a manutenção do bom ambiente interno, da seriedade e do comprometimento que marcaram o elenco em 2025. Esse fator será decisivo para a adaptação dos novos contratados, que chegam ao clube conscientes da responsabilidade que carregam.
O começo é, sim, animador. Mas é preciso manter os pés no chão. A Série A impõe um nível de exigência muito maior, e qualquer projeção mais concreta ainda seria precipitada. O Coritiba parece estar no caminho certo, o desafio é transformar boas impressões iniciais em constância ao longo da temporada.
Saudações Alviverdes!
Sobre o autor
Ricardo Alexandre Honório Alves, mais conhecido como Ricardo Honório, funcionário público federal. Coxa-Branca desde 1975, tem como maior ídolo o craque Tostão, maior jogador que viu jogar com a camisa Coxa. Louco por futebol desde criança, tinha como hobby colecionar figurinhas e a Revista Placar, além da leitura diária de jornais esportivos. Com isso desenvolveu o gosto por acompanhar tudo que envolvia futebol e não apenas o Coritiba, o que o tornou Colunista do COXAnautas desde 2005, convidado pelo amigo Luiz Betenheuser, sendo o responsável pelas informações não só do Coritiba, como principalmente dos adversários do Verdão.
Sobre o blog
O Blog "Falando de Bola" é comandado pelo estudioso do futebol Ricardo Honório e visa abordar tudo que envolve o mundo da bola, focando, claro, no Coritiba. Adversários, tendências do futebol atual, táticas, mercado da bola, futebol internacional e tudo que estiver ligado ao tema você encontrará nesse espaço, que tem o objetivo de ser uma verdadeira "arquibancada virtual", onde o assunto é sempre ela: a bola.
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