O fim da seqüência de vitórias não é o fim do mundo
Para alguns o resultado foi apocalíptico, jogando a culpa na tática que Marcelo Oliveira utiliza nos jogos fora de casa.
Para estes, que ainda não tinham se manifestado com a seqüência de cinco vitórias consecutivas do time neste campeonato, o técnico não serve, Jackson e Lucas Mendes não podem ser os laterais, Pereira precisa dar lugar para Luccas Claro, Junior Urso e William não podem jogar juntos, Lincoln, Davi e Renan Oliveira dormem em campo.
O empate em Londrina ainda faz os “pessimistas” ou para eles “realistas” voltarem a bradar o nome de Jeci, Leandro Donizete, Léo Gago, Marcos Aurélio e Bill como as peças que não poderiam ter saído da equipe.
Para mim, apenas Léo Gago está fazendo falta. Mas o Léo Gago que iniciou a temporada, e não o jogador que se arrastou em campo no final do Campeonato Brasileiro.
Para outros o resultado foi bom, devido às circunstâncias da partida, o que eu concordo plenamente.
Cada time interiorano que joga contra o Coritiba, atua com uma disposição fora do comum. É a legítima vitrine para os jogadores adversários. É a chance de conseguir algo mais na carreira, e por isso atuam de forma tão motivada, como foi percebido na partida de ontem, onde notadamente o Londrina atuou de maneira muito mais aplicada que o Coritiba.
E isso não significa que Marcelo Oliveira não saiba motivar os jogadores Alviverdes, como escutamos e lemos muito no ano passado, principalmente nos fracassos fora de casa.
Na partida de ontem, além da maior motivação dos adversários, alguns jogadores, como Jackson, Pereira, Lucas Mendes, Junior Urso, Davi e Lincoln, não se encontravam em uma boa jornada, o que atrapalhou os planos do técnico Alviverde.
Não quero justificar o empate do Coritiba apenas com a alegação da motivação do time adversário e a má noite de alguns jogadores. Porém, não acho também que o técnico Marcelo Oliveira tenha armado mal o time ou feito as substituições de maneira equivocada.
Cito, por exemplo, a passagem de William para o lado direito no lugar de Jackson, substituição criticada pela crônica. O técnico Alviverde atuou de maneira inteligente, pois manteve Junior Urso que é o marcador mais incisivo do time como primeiro volante e colocou William como lateral direito, medida que deu mais força ofensiva ao time naquele lado, e que ajudou a “abafar” o Londrina.
Por outro lado, foi visível que o time precisa contratar um segundo volante, ou que então Marcelo Oliveira ache uma alternativa dentro do elenco para quando Tcheco não puder atuar ou quando a partida exigir uma marcação mais dura na meia-cancha, sem perder a qualidade na saída de bola.
No elenco, o técnico Alviverde tem três opções, como os volantes Djair e Gil e o garoto Emerson Santos, que a princípio foi contratado para atuar mais como meia-direita.
Destas três opções, a que mais me agrada é justamente do garoto Emerson Santos, que tem velocidade e técnica para atuar nesta posição.
Mas isso não significa que não ache que o Coritiba ainda precise contratar alguns jogadores, principalmente para a posição de segundo volante e comando de ataque.
Para o comando de ataque, a solução provavelmente poderá ser a volta de Keirrison, que só poderá atuar a partir de junho.
Mas para a posição de segundo-volante, talvez hoje, o “Calcanhar de Aquiles” da equipe, o superintendente Felipe Ximenes terá que ir ao mercado.
Xxx
Se por um lado o resultado de empate frustrou a torcida Alviverde que esperava ver seu time mantendo a seqüência de vitórias, por outro poderá ser extremamente positivo no sentido de alertar dirigentes, comissão técnica e jogadores de que o time não é imbatível e que entrar desligado ou desmotivado em jogos como de ontem, poderá ser fatal para o time.
Com certeza a comissão técnica usará a partida de ontem para alertar os seus atletas, assim como já aconteceu no empate contra o Arapongas no estadual de 2011, jogo que antecedeu o recorde mundial de vitórias consecutivas da equipe.
A diretoria cabe analisar juntamente com a comissão técnica as necessidades da equipe.
Já ao torcedor cabe apoiar, incentivar, acreditar, torcer muito e se associar para que o Coritiba fique ainda mais forte.
Saudações Alviverdes!
Ricardo Honório
Sobre o autor
Ricardo Alexandre Honório Alves, mais conhecido como Ricardo Honório, funcionário público federal. Coxa-Branca desde 1975, tem como maior ídolo o craque Tostão, maior jogador que viu jogar com a camisa Coxa. Louco por futebol desde criança, tinha como hobby colecionar figurinhas e a Revista Placar, além da leitura diária de jornais esportivos. Com isso desenvolveu o gosto por acompanhar tudo que envolvia futebol e não apenas o Coritiba, o que o tornou Colunista do COXAnautas desde 2005, convidado pelo amigo Luiz Betenheuser, sendo o responsável pelas informações não só do Coritiba, como principalmente dos adversários do Verdão.
Sobre o blog
O Blog "Falando de Bola" é comandado pelo estudioso do futebol Ricardo Honório e visa abordar tudo que envolve o mundo da bola, focando, claro, no Coritiba. Adversários, tendências do futebol atual, táticas, mercado da bola, futebol internacional e tudo que estiver ligado ao tema você encontrará nesse espaço, que tem o objetivo de ser uma verdadeira "arquibancada virtual", onde o assunto é sempre ela: a bola.
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