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Falando de Bola
Falando de BolaRicardo Honório

O técnico chegou, agora faltam os reforços

O Coritiba anunciou nesta segunda-feira a contratação de Fernando Seabra como treinador para a temporada de 2026.

A saída de Mozart, que pegou muitos de surpresa — afinal, ele vinha concedendo entrevistas falando em planejamento para o ano seguinte — obrigou o clube a voltar ao mercado. A verdade é que o próprio Coritiba parece ter sido surpreendido pela falta de acerto, já que a proposta de dobrar o salário do treinador dava a sensação de que a renovação era questão de tempo.

Sem Mozart, o primeiro nome procurado foi o de Roger Machado. No entanto, a pedida salarial elevada deixou claro que, por mais que o valor exigido por Mozart também fosse alto, ele não estava tão fora da realidade assim.

Com o pé fincado no planejamento financeiro e sem disposição para cometer loucuras, o Coritiba buscou um treinador que aceitasse o mesmo patamar salarial oferecido a Mozart. Chegou, então, ao nome de Fernando Seabra, de 48 anos, que virou técnico de Série A em 2024 ao comandar o Cruzeiro.

Se para alguns Mozart era tratado como uma aposta na elite do futebol brasileiro, o mesmo pode ser dito sobre Seabra — ainda que ele tenha comandado duas equipes na Série A. Pesa contra ele o total desconhecimento do Coritiba e de tudo o que envolve o clube, pontos nos quais Mozart levava vantagem.

Agora, com o martelo batido, resta torcer para que Seabra — que já trabalhou com Willian Thomas no Athletico-PR e no Red Bull Bragantino — consiga desenvolver um grande trabalho no Alto da Glória e mostrar que o Coritiba voltou para a Série A para permanecer.

Mas para isso, será necessário entregar ao treinador peças que permitam montar um time competitivo. Sem reforços de peso, especialmente no setor ofensivo, a missão será complicada. Não basta contratar Pedro Rocha, artilheiro da Série B: os reforços precisam ser desse nível para cima. Ser artilheiro da Série B, por si só, não garante protagonismo na elite — Gustavo Coutinho que o diga.

Além disso, renovar com jogadores fundamentais como Maicon e Josué, e manter pilares como Jacy, Pedro Morisco e Lucas Ronier, é essencial para que o time comece 2026 com uma base sólida.

E por falar em renovações, a torcida já demonstra preocupação com a falta de novidades — especialmente sobre Josué. Ele precisa ficar. Será peça central no modelo de jogo de Fernando Seabra, um treinador que costuma transformar o camisa 10 em protagonista, como mostrou com Matheus Pereira e Jhon Jhon no Cruzeiro e no Red Bull Bragantino.

Boa sorte, Fernando Seabra. A torcida alviverde estará com você — e espera que você esteja com um elenco à altura do desafio.

Sobre o autor

Ricardo Honório
Ricardo Alexandre Honório Alves, mais conhecido como Ricardo Honório, funcionário público federal. Coxa-Branca desde 1975, tem como maior ídolo o craque Tostão, maior jogador que viu jogar com a camisa Coxa. Louco por futebol desde criança, tinha como hobby colecionar figurinhas e a Revista Placar, além da leitura diária de jornais esportivos. Com isso desenvolveu o gosto por acompanhar tudo que envolvia futebol e não apenas o Coritiba, o que o tornou Colunista do COXAnautas desde 2005, convidado pelo amigo Luiz Betenheuser, sendo o responsável pelas informações não só do Coritiba, como principalmente dos adversários do Verdão.

Sobre o blog

O Blog "Falando de Bola" é comandado pelo estudioso do futebol Ricardo Honório e visa abordar tudo que envolve o mundo da bola, focando, claro, no Coritiba. Adversários, tendências do futebol atual, táticas, mercado da bola, futebol internacional e tudo que estiver ligado ao tema você encontrará nesse espaço, que tem o objetivo de ser uma verdadeira "arquibancada virtual", onde o assunto é sempre ela: a bola.
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