Um pouco do mais do mesmo
Seguro atrás, tomou conta da meia cancha e depois do gol de Kleber, mandou na partida e tocou a bola de pé em pé.
Em um lance genial de Gonzalez (grande achado do Coritiba), Leandro tocou por cima de Vanderlei e a bola caprichosamente bateu no travessão.
Se saísse ali o gol, o Coritiba abriria dois gols no placar e dificultaria muito a vida santista. Mas, o gol não saiu, mais tarde Wilson falhou, e no final Thiago Lopes e Carlinhos deixaram uma avenida para Victor Ferraz.
A vitória do Santos foi um pecado somente pelo que o Coritiba jogou no primeiro tempo, porque no segundo recuou inteiro e deu os três pontos para o time que revelou o Rei Pelé para o mundo.
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Tem sido rotina na vida do Coritiba a evidente queda técnica do time após as alterações do treinador.
Contra o Juventude, Gilson Kleina errou absurdamente com suas substituições, assim como hoje, quando fez três alterações que acabaram com o time do Coritiba.
E assim como foi na quarta, fez no mínimo uma escolha errada, quando optou por Guilherme Paredes no lugar de Kleber, quando deveria colocar o paraguaio Ortega para segurar os zagueiros santistas.
Isso comprova que o Coritiba tem um treinador fraco que não tem sabido mexer na equipe quando necessário, e também que o elenco é fraco, afinal o nível caiu assustadoramente quando o treinador precisa usar suas opções bancárias.
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Gilson Kleina tem tentado usar a base para lidar com as carências de seu elenco.
Se por um lado está confirmando o bom futebol de Juninho e revelando o excelente lateral Dodô, por outro tenta fazer com que Icaro e Guilherme Paredes joguem bola, o que tem sido muito difícil.
Pelo o que mostraram, ou melhor, não mostraram no jogo de hoje, fica evidente que ambos estão muito aquém de terem futebol para jogar no Coritiba.
Thiago Lopes foi outro que não entrou bem. Aliás, mais uma vez, pois depois que fez um gol no Atletiba da primeira fase do campeonato paranaense, não jogou mais nada.
Hoje, o segundo gol do Santos foi diretamente culpa sua.
O fato de ser revelado no próprio clube, não significa que o jogador tenha futebol para se afirmar no time principal.
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Independente dos desfalques que o Coritiba tem tido nos últimos jogos, a contratação de reforços passa a ser fundamental para que o time Alviverde não lute apenas para ser rebaixado.
Algumas posições, como a de primeiro volante e de um meia-atacante, mostram a necessidade urgente da vinda de novos jogadores, mas a de um segundo atacante, que saiba fazer gols, passa a ser mais urgente ainda.
Já que o Coritiba gosta de fazer negócios com o Palmeiras, o diretor Valdir Barbosa deveria sair de seu gabinete, e fazer uma proposta pelo atacante Erik. Ou então, ir até Porto Alegre, deixar Negueba no Grêmio, e trazer Henrique Almeida.
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Para encerrar, uma lástima a camisa que o Coritiba jogou em Santos.
Além de claramente ser uma camisa improvisada, que deveria ser de treino, os idealizadores do uniforme tiveram a capacidade de pintar de preto o escudo do clube, e a estrela referente ao título brasileiro de 1985.
Como a camisa é amarela, o mínimo que poderiam fazer era pintar de verde, tanto o escudo como a estrela.
Só isso já mostra a improvisação que fizeram com o uniforme do clube.
Mas pensando bem, a estrela preta veio a calhar neste momento, significando o luto, que tem muito mais significado hoje pelo que esta diretoria está fazendo com o clube Alviverde.
Apenas como lembrança, a chapa que prometeu que o Coritiba lutaria entre os primeiros, conseguiu perder os dois campeonatos paranaenses que disputou.
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Para refletir:
O Coritiba estava com a bola praticamente dominada, Thiago Lopes foi mole na jogada, Carlinhos deixou uma avenida para Victor Ferraz que cruzou para o volante Renato, que mesmo sendo um jogador baixo, e jogando no sacrifício por estar com cãibras nas duas pernas, conseguiu cabecear e virar a partida no último minuto de jogo.
Saudações Alviverdes
Ricardo Honório
Sobre o autor
Ricardo Alexandre Honório Alves, mais conhecido como Ricardo Honório, funcionário público federal. Coxa-Branca desde 1975, tem como maior ídolo o craque Tostão, maior jogador que viu jogar com a camisa Coxa. Louco por futebol desde criança, tinha como hobby colecionar figurinhas e a Revista Placar, além da leitura diária de jornais esportivos. Com isso desenvolveu o gosto por acompanhar tudo que envolvia futebol e não apenas o Coritiba, o que o tornou Colunista do COXAnautas desde 2005, convidado pelo amigo Luiz Betenheuser, sendo o responsável pelas informações não só do Coritiba, como principalmente dos adversários do Verdão.
Sobre o blog
O Blog "Falando de Bola" é comandado pelo estudioso do futebol Ricardo Honório e visa abordar tudo que envolve o mundo da bola, focando, claro, no Coritiba. Adversários, tendências do futebol atual, táticas, mercado da bola, futebol internacional e tudo que estiver ligado ao tema você encontrará nesse espaço, que tem o objetivo de ser uma verdadeira "arquibancada virtual", onde o assunto é sempre ela: a bola.
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