Vexame atrás de vexame
O que sobrou para o time manauara faltou para o Coritiba. Gana, alma, vontade de vencer, ambição.
O que aconteceu em 2020 é apenas mais um dos fracassos do time Alviverde, que vem se acumulando desde 2016, quando foi eliminado pelo Juventude na segunda fase. Em 2017, o vexame foi contra o Asa de Arapiraca na primeira fase. Em 2018, o Coritiba foi eliminado pelo Goiás na terceira fase , mas na primeira quase foi eliminado pelo Parnahyba, conseguindo sua classificação no final do jogo de maneira irregular. Em 2019, o fracasso foi em Minas Gerais, ao ser eliminado pelo URT na primeira fase.
Esse é o histórico do Coritiba na Copa do Brasil nos últimos anos. Um históricos de fracassos, de vexames e de irresponsabilidades diretivas, da comissão técnica e de jogadores descompromissados.
A diretoria errou ao contratar um treinador que insiste em seu futebol teórico, de posse de bola estéril e sem objetividade. Que pauta suas entrevistas na insistência do “controle do jogo”, esquecendo que para controlar o jogo é preciso chutar ao gol adversário. Barroca é um dos principais responsáveis pelo fracasso na Copa do Brasil.
Errou também ao deixar o treinador sem opção para a parte ofensiva do time, deixando-o apenas com Rafinha, Sassá e Róbson na frente, sem ter um reserva de qualidade no banco. Errou ao confiar em jogadores fracos para armar o time, achando que seria suficiente para a primeira parte da temporada.
Jogadores também são responsáveis pelo fracasso. Sassá tem que ser cobrado. Ainda é cedo para execrá-lo, mas precisam lhe cobrar mais seriedade. Pênalti se cobra com firmeza, e não com passinhos que parecem mais passos de ballet do que passos de um jogador profissional.
A inércia da diretoria, somada a incompetência da comissão técnica e dos jogadores, trará um enorme prejuízo ao clube. A eliminação precoce na Copa do Brasil esvaziará os já combalidos sofres Alviverdes.
Estamos apenas no começo do ano, mas já deu para perceber que o ano será longo, porém, com um calendário enxuto.
E agora Barroca, pode escalar a vontade os titulares no fortíssimo campeonato paranaense, afinal foi o que sobrou para você até o início do brasileiro. Isso se você resistir até lá.
Saudações Alviverdes
Ricardo Honório
Sobre o autor
Ricardo Alexandre Honório Alves, mais conhecido como Ricardo Honório, funcionário público federal. Coxa-Branca desde 1975, tem como maior ídolo o craque Tostão, maior jogador que viu jogar com a camisa Coxa. Louco por futebol desde criança, tinha como hobby colecionar figurinhas e a Revista Placar, além da leitura diária de jornais esportivos. Com isso desenvolveu o gosto por acompanhar tudo que envolvia futebol e não apenas o Coritiba, o que o tornou Colunista do COXAnautas desde 2005, convidado pelo amigo Luiz Betenheuser, sendo o responsável pelas informações não só do Coritiba, como principalmente dos adversários do Verdão.
Sobre o blog
O Blog "Falando de Bola" é comandado pelo estudioso do futebol Ricardo Honório e visa abordar tudo que envolve o mundo da bola, focando, claro, no Coritiba. Adversários, tendências do futebol atual, táticas, mercado da bola, futebol internacional e tudo que estiver ligado ao tema você encontrará nesse espaço, que tem o objetivo de ser uma verdadeira "arquibancada virtual", onde o assunto é sempre ela: a bola.
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