Soberano no futebol paranaense
"Nervos à flor da pele não é virtude. Ao contrário da tranquilidade, madrinha das decisões vitoriosas. No geral do campeonato, o Coritiba foi quem mais pontuou. Sempre dirigido com equilíbrio, respeitando os adversários e em nenhum instante zombando do valente rival, entrou no gramado molhado por novas lágrimas do sentimento humano, sofreu com a torcida e, depois do gol de Éverton Ribeiro, aliviou a aflição detonando a explosão de contentamento da grande e fiel torcida.
O tricampeão não foi beneficiado pela arbitragem e respondeu no cenário adequado a carta aberta que a diretoria do Atlético acolheu no site oficial do clube, instrumento usado para pôr em xeque a honradez e a capacidade do juiz, além de provocar acintosamente o adversário da decisão. A atitude da diretoria do Atlético comandada por MCP não se coaduna com a história cravejada de brilhantes do Clube Atlético Paranaense. Tricampeão pela segunda vez em sua história de maior conquistador de títulos estaduais, o Alviverde mostrou ao idolatrado público que respeito não se compra em prateleira de boteco. Respeito é ganho da educação familiar e da trajetória de vida." Airton Cordeiro.
"O Coritiba segue soberano no futebol paranaense." Carneiro Neto.
"Após o jogo, os jogadores do Atlético deixaram o campo e não retornaram para receber as medalhas de vice-campeões. Apenas o técnico Juan Carrasco falou com a imprensa." Coluna Intervalo.
"Depois da carta, das atitudes do Atlético, esse presidente se sente à vontade para dizer não [sobre a possibilidade de cessão do estádio ao Rubro-Negro]" Vilson Ribeiro, presidente do Coritiba.
O fato negativo pesa, como rotineiramente, para o Clube Atlético Paranaense. Desde o começo do campeonato, NÃO foi um adversário leal. A busca incansável por subterfúgios para explicar sua própria incompetência é notória e desrespeitosa a todos aqueles que trabalham por um futebol paranaense mais competitivo.
A regra é clara: Se não gosta da fórmula, não participe.
As sucessivas críticas sofridas pela Federação não foram suficientes para fazer um campeonato sem problemas, no entanto, o respeito às tradições do Coritiba e do Atlético PR devem ser maiores. O respeito à paixão dos torcedores, que pagam os salários desses atletas, especialmente. O vencedor foi aquele que leu, respeitou e seguiu o regulamento, preocupando-se exclusivamente em jogar futebol.
Não adianta espernear, como uma criança mimada, que foi "roubado" pelo "juiz", pela Federação (aliás, a mesma aliada de algumas semanas atrás, que não mediu esforços para impor o uso do estádio particular Major Antônio Pereira pelos esperneadores) ou por quem quer que seja. Ou ainda o tradicional discurso patético: "O parananese nem serve pra nada mesmo, o que importa é ter o melhor estádio e sediar a copa".
Neste esporte, grande é quem entra em campo e joga futebol. Discurso e elevadores modernos no Estádio não valem nada, vale a bola na rede.
E isso, amigos, o Coritiba fez. Melhor aproveitamento no somatório dos dois turnos, melhor ataque, maior média de público e a faixa de tricampeão paranaense no peito.
Se algum atleticano ainda não se curva a atual soberania alviverde e ainda culpa a FPF ou o regulamento, conscientize-se que se fosse outra a fórmula, o campeão ainda seria o Coritiba, com maior número de pontos. Fosse com árbitros de fora, Guerrón ainda assim chutaria Lucas Mendes e erraria o pênalti. Tivesse sido dado pênalti a favor do Atlético, o Coritiba lutaria mais para correr atrás ou pior, Vanderlei defenderia. A história seria diferente para os dois lados. O "SE" nunca ganhou campeonato.
As circunstâncias não se moldam ao campeão e sim o campeão é aquele que melhor se molda ao regulamento e às circunstâncias: foi assim na "era supermando", foi assim agora, é assim na Copa do Brasil, no Brasileiro, na Libertadores...
O "onze" atleticano entrou em campo, jogou futebol com coragem, vontade e valorizou o título, não sendo merecedor destas críticas, apesar das provocações à torcida quando das cobranças de pênalti.
De alma lavada, começamos semana importante, quarta feira enfrentamos o Vitória pela Copa do Brasil.
Parabéns ao elenco, Marcelo Oliveira e, principalmente, nosso presidente Vilson Ribeiro.
P.S. - Lembro todos que ontem foi um atleTiba, de um campeonato Paranaense, com dois clubes de futebol. Hoje a vida continua, os trabalhos, o respeito ao próximo, os costumes e a boa educação.
P.S.2 - É uma pena usar uma coluna, neste momento, para "educar" e criticar o comportamento antidesportivo dos rivais, mas infelizmente acredito necessária.
Grande abraço!
Alex Meger de Amorim
Twitter: @alexmeger
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