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Poupar jogadores?



Em recente entrevista à Rádio Transamérica, o técnico René Simões afirmou que a melhor opção para o jogo de sábado contra o Santo André era realmente poupar jogadores. Ele se justificou quanto ao tempo de recuperação entre uma partida e outra e o uso de uma medida chamada creatina quinase.

Como o objetivo deste blog é aproximar futebol e ciência, Marcelo Algauer, preparador físico e especialista em fisiologia, nos explica a citação do treinador René Simões sobre a creatina quinase:

Após um exercício físico intenso ou moderado, ocorrerá dano do tecido muscular, isso é inevitável. A regeneração do tecido se faz durante o período de recuperação entre as atividades, prazo que deverá ser respeitado. O período em horas depende do tipo de atividade que foi desenvolvida: volume, intensidade, frequência, condições climáticas, piso, diferenças genéticas, são alguns exemplos que diferem o tempo de recuperação entre alguns atletas, ou seja, nem sempre o período é o mesmo para dois indivíduos do grupo.

O início de uma nova atividade, estando o atleta com níveis críticos de fadiga muscular, pode acarretar além de lesões musculares a queda acentuada de performance, pois os impulsos cerebrais chegaram através do nervo motor, mas o músculo não executará o movimento com a qualidade desejada, porque estará parcialmente fadigado.

Através de coleta sanguínea e análise laboratorial dos níveis de CK-MM (Creatina Quinase encontrada no músculo esquelético), pode-se concluir que índices aumentados correspondem a taxa de regeneração de fibras musculares, sendo utilizado como indicador de níveis de fadiga.

Ao citar CK, René Simões demonstra claramente que a decisão de poupar alguns atletas, além de técnica foi científica.
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