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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

...feito mulher de malandro

Dirigentes, federações, confederação, jogadores, governo.... mas e a torcida?
Não está presente nas discussões sobre a Lei que vai “moralizar” o futebol brasileiro. Ela que é o fim e o
início, a razão, a explicação, o motivo e o porquê de tudo isso, não participa da discussão.

Ah, mas a torcida é representada por seus representantes eleitos....
Ah, mas a torcida é representada pela imprensa que se autodenomina “opinião publica”...
Errado. Como em qualquer democracia que se preze, a massa não opina.

Alguém fez uma enquete com você para saber sua opinião sobre a LRFC?? Alguém perguntou a você, ou, ao menos você viu em algum jornal algum gráfico colorido resultado de uma pesquisa sobre o assunto?
O Coxa mesmo, que encabeça as duas contra chapas da questão, nas pessoas de Vilson e Alex, está aí para o que você torcedor pensa?

Não. Porque é assim que a coisa funciona no Brasil.

Morre a atriz, muda-se a lei dos crimes hediondos. Pelé diz que os jogadores são escravos, faz-se a Lei Pelé, que, como sabemos, é uma “maravilha” para os clubes. Morre a seleção atropelada pelo panzer alemão, surge uma norma que como uma vara mágica resolverá tudo.

Não é assim que funciona. A situação está terrível há anos, não se resolverá em um mês.

É claro, não podemos perder a oportunidade, e deixar esfriar o cadáver canarinho que caiu no Mineirão. Mas não podemos também deixar de abranger outras questões nessa Lei, como as cotas de TV, os passes dos jogadores e as verdadeiras pizzas que viram os piás cortados por empresários e grupos de investidores.
Os clubes, desesperados apenas por pagarem menos juros, sequer querem tratar as questões da base; das benesses que deveriam ter os que são formadores; e das garantias trabalhistas contra o atleta que vem, não joga e continua recebendo igual.
Os jogadores do bom senso são os únicos que estão certos, por hora, ao afirmarem que uma certidão por ano não basta para comprovar boa gestão. A fiscalização tem de ser definida e contínua.

O buraco é muito mais embaixo, fétido e peludo.

A mídia que só chega de cabo e na crista da onda de algumas rádios, fala e fala duro contra os mandatários e contra a Lei do jeito que está.
Mas aquela que chega na casa da maioria, aquela que mais lucra, e aquela que tem realmente o poder de pressionar, eleger presidente e aumentar pena de crime, nojentamente se cala. Quem sabe se algum filho dela tivesse morrido em uma briga de torcida, o futebol já teria melhorado.

No meio de tudo isso... no meio do caminho de um craque que vai à Brasília votar uma Lei cujo seu presidente já sabia que não seria votada, e que por isso mesmo nem foi à Brasília, está o Coritiba.

Um time que luta pra se entrosar e que de fato vem se aprimorando. Roth faz o que pode. É visível a evolução com praticamente as mesmas peças. A diretoria continua ausente e nos respondendo com Martinútil que, veio bixado para melhorar, como Julio Cesar, Keirrisson, e não sei mais quantos outros.

Esse era o momento do presidente que tanto dava entrevistas na rádio em 2010, 2011 e 2012, mostrar a cara e anunciar o planejamento de 2015. A missão agora é fugir da degola, claro. Mas o planejamento tem de ser traçado desde já.

Tem sido doído falar de futebol ultimamente, pois, no meio de tudo isso, de toda essa razão abatida e enojada, está a nossa paixão calejada e sofrida pelo Coxa e pelo futebol. Apanhamos, sofremos e continuamos amando...

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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