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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

11 homens e um treinador.

Assim se resume um jogo de futebol. Em havendo vitórias dentro das quatro linhas, arrefecem-se as excrescências extra campo. Que seja assim até o fim do ano, ou, quiçá, até às eleições, quando tudo, TUDO, deverá voltar a tona.

Sobre Negueba, o Coritiba ficou de pacau: se liberasse o Jogador, assumindo arrogantemente não precisar de Negueba quando de fato precisa, poderia arrepender-se amargamente no futuro. Ao pagar mais do que vale Negueba, apesar de seu bom momento o Coritiba recolhe-se à insignificância de seus dias que lhe impedem de mandar às favas seus Neguebas.

Sobre Kleina, digo que vem acertando, até que erre. Mandar o time alternativo ao Nordeste brasileiro foi decisão acertada. O time não é muito pior que o dito "titular", e nomes como Ortega, Bareiro e Benitez devem aproveitar ao máximo a chance dada e voltar com a classificação na bagagem. Destaque para Elisson, que com seu firme e seguro desempenho nos tranquiliza ao mesmo tempo que coloca em cheque o trabalho dos goleiros da nossa base e seus treinadores.

Kleber vem justificando o salário. Combativo ele sempre foi, característica que sempre lhe aproximou das lesões, mas tem sido mais artilheiro que em seus melhores sonhos. Iluminado, tem estado no local certo na hora precisa. Tubarão, todas as sobras tem sido suas. Bicicletas, voleios, cabeçadas, caneladas, enfim, de todo o jeito a bola entra. Sorte nossa pela sorte dele.

Se a vingança é prato que se come frio, do Toledo já nos livramos, temos agora o PSTC, time de brotos atleticanos e que devemos colocar no seu devido lugar. Campeão do paranaense, avançando na Copa do Brasil, equilibrado dentro e fora de campo, é esse o Coritiba que espero ver no segundo semestre.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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