Alexdependência e o mito da subida dos laterais
Trégua.
Vou tentar, apenas tentar, não falar o que penso sobre a administração Coxa por um tempo. Espero que ela tente mudar minha opinião sobre os equívocos neste interregno. Tentarei por hora, me concentrar apenas no futebol. Até porque quando olhamos os co-irmaos, um com greve de funcionários, e o outro sugando dinheiro público e chafurdando nas fezes da corrupçao, podemos pensar que no alto da glória as coisas nao estão tão ruins.
Dado.
Muitos tem descido a lenha no Dado. Concordo que a não entrada do Keirrison contra o diminuto Cene, as repetidas e infrutíferas entradas do Norberto, bem como deixar o Alex sozinho como centroavante são erros que não devem se repetir.
Porém, não concordo com os que pedem insistentemente um cão de guarda. Que gritam sobre os laterais subindo ao mesmo tempo. Que esbravejam pelo Alex jogar mais enfiado.
Penso que Dado quer Alex como Rivaldo na seleção de 2002, perto do centro avante e do gol. Lá na frente deve ser deixado o craque, com liberdade total para voltar até a zaga se quiser, com pouca ou nenhuma obrigação defensiva. Pra mim os defeitos na volância, na lateral e na defesa, não são apenas culpa do Dado mas também, e, principalmente, das peças à disposição. Ambos os volantes tem que saber jogar, não há mais espaço para quebrador de bola no futebol. Temos que dar ao Dado jogadores mais inteligentes, que saibam sair mas tenham a inteligência de ler o jogo e recompor. Germano, Gil e Ícaro não são esses caras, não tém bom toque de bola, tampouco são exímios marcadores.
O mito dos laterais.
Não vejo a necessidade de um cão de guarda obediente e cabeça de bagre, sinto a falta sim de inteligência e visão de jogo na nossa saida de bola. Na lateral, mesma coisa. Pra mim, é mito que dois laterais não podem subir juntos. Tudo depende do teu esquema, mas principalmente da inteligência dos seus atletas. Da consciência de cobertura dos volantes. Todos devem subir e voltar. A movimentação do time deve ser coesa, homogênea.
Na defesa, enquanto a lesão do L. Almeida não for quitada, ou melhor, curada, aguentemos Chico. No mais penso que Dado é bom treinador. Talvez esteja planejando algo para além do que nossas peças de campo possam aguentar. Talvez esteja superestimando a capacidade intelectual do grupo. Mas, nao é melhor alguém que tente ensinar o difícil aos lentos, quem sabe no intuito de deixar clara a necessidade de melhores peças, do que alguém que coloque todo mundo atrás da linha da bola, contente-se e acomode-se com a mediocridade?
Sobre o autor
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
Sobre o blog
O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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