E para o futebol, o que muda?
Mas para o futebol, o que muda?
A alcunhada Lei de Responsabilidade Fiscal dos Clubes, que teve a votação acertadamente barrada tem agora nova chance de entrar em pauta. Além de todos os problemas macro-econômicos, políticos e sociais que os eleitos haverão de enfrentar, resta ainda o “Futebolsa”, que os clubes pedem seja implementado urgentemente.
Digo isso, pois, essa lei, que é um mix dos Projetos de Lei 5201 e 6753, ambos de 2013, tem como objetivo máximo reparcelar as dívidas dos Clubes. Atenção, não estou dizendo que ela não expõe outras ideias, mas sim que a ideia principal é essa.
Assim como o vereador Paulo Rink teve a brilhante ideia de isentar os clubes do IPTU - à qual eu sou veementemente contra - os clubes, seus dirigentes e a CBF não querem discutir a qualidade do futebol, a saúde dos atletas, o bem estar do consumidor torcedor, os estádios vazios, a hipocrisia da lei seca. Tais temas não interessam a quem está com a corda na goela. Tais temas também não interessam ao FMI do futebol brasileiro, que antecipa aqui, empresta ali, mantendo os clubes moribundos sob suas rédeas, mandando e principalmente desmandando no calendário, horários de jogos e tudo mais.
Você já parou pra pensar por que países que estão numa draga danada como Grécia, Ucrânia, Portugal, Espanha e até a Itália conseguem manter suas ligas recheadas de estrelas e seu futebol competitivo e vistoso? Porque o Estado não tem nada ou muito pouco a ver com o futebol. Lá o futebol, assim como em países mais firmes como Alemanha e Inglaterra é um setor privado da economia, gerido por regras empresariais, movido por metas, comandado por profissionais preocupados principalmente em cobrar bem por oferecerem um produto de qualidade.
Ah se a eficiência da apuração de votos fosse de alguma forma transplantada à gestão do futebol...
O fato é que a eleição desse ou daquela, seja deputada ou presidente, não muda nada, infelizmente, porque os presidentes da CBF, dos clubes e da patrocinadora do Show de Horrores, grandes responsáveis pela desnutrição do nosso querido e judiado futebol, continuam os mesmos.
Sobre o autor
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
Sobre o blog
O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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