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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Minha escalação para quinta

Não tem sido fácil escalar o Coritiba. A inconstância do treinador somada a seguidos problemas físicos dos atletas tem dificultado e muito a vida da torcida alviverde no intuito de decorar os onze titulares.

Sou fã do futebol moderno, baseado na rotatividade do elenco, bem como do sistema tático, mas um padrão mínimo de jogo é necessário, e este padrão, em que pese os meses de trabalho a frente do seu esquadrão, ainda não foi obtido pelo nosso comandante.

E para não pôr tudo na conta do treinador, as atuações dos jogadores também não ajudam a formar o time ideal, eis que o Coxa oscila em suas atuações, dando espetáculo como no segundo tempo da finalíssima contra o “Atretis”, e não jogando nada como na derrota de 4x1 para o Nacional.

Saindo segunda do futebol de salão que jogo com os amigos, um deles, Luiz, me perguntou: o que está errado no Coritiba? O que fazer para consertar?

Minha resposta foi: “não sei Luiz, não sei.” E creio que esta seja a resposta de muitos torcedores como eu.

Tudo o que sei é que precisamos meter três cocos nos caras pra manter a honra e a dignidade perante o cenário nacional. Assim, meu time não seria nada cauteloso, muito menos defensivo. Colocaria apenas um volante, três meias, dois atacantes, dois zagueiros e dois laterais com tendência ofensiva.

As peças seriam estas:

Vanderlei
Victor Ferraz, Leandro Almeida, Bonfim e Denis Neves.
Gil
Sérgio Manoel, Alex e Robinho
Deivid e Geraldo.


Não sei se é o melhor esquema, mas é o qual escolheria. Não há tempo a perder, tampouco adianta ficar preocupado em não levar gols, eis que são 3 os gols a serem feitos. Além do mais, o jogo é no Couto Pereira, onde eu, você e, oxalá, no mínimo mais 30 mil torcedores estarão apoiando irrestritamente do primeiro ao nonagésimo minuto.

Não é hora de respeitar o adversário, isso deveria ter sido feito em Manaus, e não foi. Fomos displicentes. Agora é hora de revanche, de pôr os pingos is, de impor a superioridade técnica, histórica, e traduzi-la em gols e vitória.

Esse é o espírito! Um time mentalmente forte não pode ter medo de perder. Um sábio já disse uma vez: quem tem medo de perder, não tem coragem de ganhar.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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