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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

O Dedo do Técnico

Perdíamos o jogo. Dez minutos do segundo tempo. Noite quente em Londrina. Estádio vazio, jogo ruim, atletas nervosos, jogando mal, placar adverso, enfim, o cenário parecia perfeito para o fim da invencibilidade de quase dois anos do Glorioso. Parecia.
No intervalo, o inoperante Davi é sacado pelo treinador para a entrada de Renan Oliveira, na esperança de que o lépido recém em campo dê criatividade à meia cancha, inexistente no primeiro tempo.
Sem resultado. As trincheiras centrais seguem sob a bandeira azul e branco.
O comandante alviverde, ciente da proximidade do fim da batalha e da importância do resultado, retira uma peça lateral da retaguarda, avança e ladeia um dos volantes, nosso melhor atleta em campo, coloca outro, ex-meia, mais criativo e experiente. E, como último trunfo de ataque, coloca mais um homem na linha de frente, no lugar de outro, exausto, e já veterano soldado. Já se íam 73 minutos de peleja.
A nova tática, 3-5-2, dá resultado, e a meia-cancha adversária é dominada. Com mais homens, encurralamos o inimigo até seu terreno e num fogo cruzado em sua retaguarda, a bola sobrou para o reservista Everton Ribeiro, que disparou o tiro de misericórdia, empatando a partida.
A batalha não foi vencida. Mas a derrota foi evitada bem como a liderança e a invencibilidade foram mantidas. Um jogo de futebol se ganha, empata ou se perde por vários motivos. Superioridade técnica, numérica, raça, torcida, sorte... Ontem, empatamos por conta da competência e coerência no momento das mudanças táticas e das substituições que foram feitas corretamente pelo nosso treinador.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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