O Gigante entre a Ubaldino e a Mauá
Com muita alegria passo a integrar neste janeiro de 2012 a equipe de blogueiros deste Site o qual acompanho e admiro há tempos! Por isso, meus sinceros agradecimentos!
E para iniciar os trabalhos por aqui, trago a vocês uma poesia. Na verdade, é um samba-enredo que compus em homenagem ao Centenário do Coxa em 2009.
Esta samba, apresentei juntamente com meus amigos e músicos coxas Heitor Hedeke e Marcos Mano, num concurso realizado na quadra da Escola de Samba Curitibana Realeza, que em 2009 desfilou o centenário do Coxa na Cândido de Abreu.
Infelizmente não ganhamos, mas, não importava mesmo a vitória. Importava cantar este samba que é uma declaração de amor ao Coxa. Sempre me entusiasma e emociona esta letra porque, é o Coritiba em palavras: sua história, suas conquistas. É o que sinto por esta instituição que há mais de século alimenta nossa paixão e nossas emoções. A expressão verbal da genética: não se vira Coxa, se nasce verde e branco!
Por isso mesmo perder o concurso não significou nada, foi como já ocorreu em muitos jogos, perdemos e continuamos cantando pelo Coritiba.
Sem mais delongas, segue a letra:
Entre os mais belos clubes brasileiros, figura o meu Verdão.
Já são 100 anos de história, de luta e de glória, amor e emoção.
És o pilar, o alicerce e o norte do futebol do Paraná
A maior torcida, mais querida e aguerrida.
O povo alviverde vem cantar o valor da tradição, e celebrar!
Nascido o fruto da imigração alemã
Pra iluminar o amanhã e conquistar os corações das futuras gerações
Os coxas-brancas, ganharam muito respeito
Vencendo medos e driblando preconceito,
Incorporaram negros aos seus fortes esquadrões
Pra se tornar o paranaense campeão de além mar
70 e 80 décadas a se lembrar
Mas o futuro lhe reserva o mundo a conquistar
É campeão brasileiro, o maior do Paraná,
És o imortal de glória centenária
A missão Coxa Branca é multiplicar a nação alviverde: Evangelinizar!
E a fita azul do estrangeiro, quem pode ostentar?
Só o campeão do povo, ninguém pode negar!
A repressão não consegue controlar, nem frio nem chuva vão poder atrapalhar
Curitiba inteira vai estar lá, pra ver a multidão e admirar!
A massa verde e branca esta a caminhar rumo ao Gigante entre a Ubaldino e a Mauá
É festa, respeito e alegria: Coritiba vai jogar!
E eu vou lá!
Vou ver o meu Verdão!
Eu Vou pro Alto da Gória, vou torcer pro time do meu coração!
E eu vou lá!
Vou ver o meu Verdão!
Eu vou pra lá cantar, eu vou comemorar: 100 anos de paixão!
E que venham mais 100 anos de glórias! Feliz ano novo a todos!
Saudações Alviverdes!
Sobre o autor
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
Sobre o blog
O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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