Será que ele tinha razão?
Após ouvir críticas de Deus e do mundo jornalístico, que execravam tal postura, até porque a mídia é quem pagava o pato das transmissões do seu time juvenil, hoje seu time aprentemente colhe os frutos da medida polêmica.
A equipe está nas quartas de final da copa do Brasil, foram campeões do torneio que disputaram na Europa, é vice líder no brasileiro, ah, e claro, seus juvenis ainda foram vice-campeões paranaenses.
Até o Velho Paulo, que tem anos suficientes para pôr o chinelinho, segue firme em todos os jogos. Correndo e marcando. Os demais jogadores, além de não se machucarem, pelo menos não absurdamente tanto como os nossos, correm, demonstram vigor e vontade. Vigor por conta da ausência de fadiga, e vontade por terem sido preservados para campeonatos que realmente interessam. Valorizados.
E nós? Nós seguimos com jogadores meio sem ânimo, um tanto quanto apáticos,visivelmente cansados no segundo tempo, e com o Departamento Médico sempre lotado. Somaram-se agora à lista infindável de lesionados Urso e Leandro Almeida.
É muita gente machucada, algo está errado, muito errado. Ou na preparação física, ou no planejamento, ou no departamento médico. Cabeças já deveriam ter rolado.
E nem venham me chamar de recalcado ou de poodle travestido, porque quem me conhece sabe que todo jogo eu estou lá, gritando e berrando pelo Coritiba. Apaixonado, sim! Besta, não!
Muitos dizem que o que está assolando o Coxa é o azar. Discordo veementemente, eis que o azar é a desculpa dos incompetentes. Mas não vou especular, embora devesse, uma vez que nossa diretoria oscila entre a saliência e o silêncio, conforme em tempos de glória ou penúria.
Ainda não abri mão do sonho do bi, mas fica difícil imaginar Alex erguendo uma taça, se nem consigo escalar o Coxa que enfrentará os bambis domingo.´
Tá feia a coisa.
Pra que serve o estadual além de desgastar os jogadores? Vocês não gostariam de ver o Coxa desfilando seu futebol e sua marca na Europa? E seu departamento médico vazio, e seus atletas pingando óleo eis que poupados para a disputa de títulos decentes?
Não tenho respostas, só perguntas. A principal delas:
Será que ele tinha razão?
Sobre o autor
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
Sobre o blog
O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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