VELOCIDADE
As contratações e dispensas fazem-me esperançoso. A zaga é coesa e entrosada, e o meio campo, com cinco homens de relativa habilidade, porém velozes e com bom passe, será o motor da equipe à abastecer o(s) atacantes. O San Lorenzo, campeão da América em 2014, o Southampton, que está em terceiro na tabela, tirando o lugar que deveria ser dos bilionários da premier league, o Wolfsburg em segundo lugar na bundesliga, atrás apenas do intransponível, Bayern, são exemplos de que um time pode ir bem sem um grande craque, sem medalhões, mas com jogadores bons, voluntariosos e nas posições certas.
Ademais, a realidade financeira do Coxa não permite que seja de outra forma: salário justo, pago em dia, pés no chão e trabalho duro. E verdade seja dita, no futebol brasileiro hoje jogando, noventa por cento são tiriças, e o resto tem alguma qualidade. Não admito que chamemos Ricardo Goulart, Tardelli, ou Paolo Guerreiro, pra me ater aos mais caros e badalados, de craques.
CALOTE FUTEBOLÍSTICO E A EVOLUÇÃO NATURAL
O “Novo Código Civil” demorou quase quarenta anos para tramitar no congresso, e este quis empurrar goela abaixo dos contribuintes, a toque de caixa, uma medida provisória para tornar legal o calote dos clubes. O governo, este mesmo que está atolado até o escalpo nas fezes da corrupção, vetou o artigo correspondente à medida inescrupulosa.
O que precisa ser aprovado é a lei de responsabilidade fiscal dos clubes. Esta sim, que já tramita no congresso há meses, corresponde aos interesses da nação de chuteiras. Fair play financeiro, punições competitivas para falhas tributárias e trabalhistas, enfim, é este o texto da mudança que o futebol precisa. De toda forma estamos num processo de transição. O conceito de clube empresa, a necessidade de sócios contribuintes, bem como de estádios mais seguros e confortáveis, que há pouco tempo eram sonhos distantes, hoje são realidade. Aos poucos, os clubes estão se adequando à sua realidade financeira, e, logo, logo, atletas e treinadores que não valem nem um quarto do que pedem, serão excluídos do mercado pela lei da oferta e da procura.
Mais por desejo, mas também por constatação, a década 2010 a 2020 será lembrada como a de aperfeiçoamento do futebol brasileiro. Quem sabe em 2021, 2022, extirpadas todas as pragas que assolam o gramado, possamos colher os frutos dessas pequenas sementes que plantamos hoje, e que nossos filhos tenham um futebol mais bonito de se ver dentro e fora dele.
Sobre o autor
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
Sobre o blog
O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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