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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

A cevada e o 10

Antes de ler a coluna abaixo, deem uma olhada neste link como as opiniões se dividem acerca da proibição ou legalização da venda de cerveja COM álcool nos estádios.

http://globoesporte.globo.com/pr/enquete/voce-aprova-venda-de-bebidas-nos-estadios.html#resultado-parcial

Dentro do estádio, a preço justo, a bebida não atrapalhará, não causará prejuízo, tampouco desordem. Digo isso porque quem vai ao Estádio e entra, quer ver o jogo, ou seja, gosta de futebol. O cozido, aquele que já chega bêbado ao estádio; ou aqueles que perambulam pelos terminais, ou ficam incomodando os vizinhos com seus sons altos e fumaça proibida, não serão beneficiados com essa medida, porque eles não estão nem aí pro jogo.
O pai de família, o cidadão de bem, que gosta de tomar uma gelada com os amigos, que gosta de discutir e ver futebol, esse sim será beneficiado. Porto Alegre já liberou, Bahia, e até o esplendoroso Rio Grande do Norte também. Por que não aqui no elitizado, superdotado e bem educado Sul Maravilha do Paranã?
Se vai ser caro ou não, é outra história! Pode ser até que eu não compre, o que que eu quero é ter a possibilidade, de, querendo, e, tendo grana, comprar. Liberdade nunca é demais.
Agora, liberdade rima com responsabilidade, se queremos que a liberação seja mantida, se aprovada, temos de nos comportar. Parece um comentário inocente, mas não é. O Pai Estado tem de ter certeza que nós, sua filha sociedade, sabe se comportar e respeitar limites.

SOBRE 0 10

Não existem mais camisa 10, como Alex, aliás nem o Alex dos últimos anos existia como aquele Alex. Superemos! Talentos devem existir, temos de cultiva-los desde a base, mas, não adianta querer trazer de volta tempos que admitiam um 10, tal qual Ademir da Guia, Sócrates e tantos outros que compensavam a ausência de velocidade com inteligência, visão e técnica. Não formaremos mais 10 clássicos porque o futebol é moderno, gostemos ou não. A não ser que dividamos o futebol em categorias, como UFC, ou BOXE, e aí sim poderemos ter peso pesado, peso leve, peso ganso... Os melhores do mundo não têm um 10 cerebral, se não vejamos, o camisa 10 do Chelsea é o Hazard, velocidade pura, mas com talento e visão. O 10 do Manchester United é Rooney, força, velocidade, talento. No Arsenal, quem é o cara do time, o lento Özil? Não. O veloz baixinho craque Alexis Sanches.
Times como o Coxa, marginais do futebol de primeiro mundo, que não tem a sorte de ter um 10 assim, até porque o futebol brasileiro não fabrica mais atletas com visão, tem de preencher o meio campo e atuar com velocidade. É isso que vejo Marquinhos Santos tentar fazer.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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