A Copa e o Rei
Vai começar para o Coritiba e para a Nação Alviverde o percurso mais curto até a tão sonhada participação na Copa Libertadores da América. Mais curto, porém da mesma forma árduo, penoso e suado.
Sempre fui defensor do campeonato por pontos corridos, por considerar o melhor e mais justo sistema de disputa. Mas, de fato, não existe nada igual à emoção de um bom mata-mata.
A discussão sobre as vantagens adquiridas, gols em casa, gols fora. Bom, o que dizer de uma taça na qual uma derrota fora de casa por 2x1 representa praticamente o mesmo do que um empate por 0x0?
A nossa ansiedade e expectativa, por conta da façanha do exercício anterior, nunca foram tão grandes. A cada tropeço, a cada má atuação de nosso plantel no capenga estadual, colocamos em cheque todo o planejamento estabelecido para o ano de 2012. E estas cobranças, às vezes até mais exaltadas, são cabíveis e perfeitamente naturais. Torcedor de futebol é ingrato: sempre quer mais. Quanto mais o time lhe oferece, mais ele vai exigir.
Por isso, todo time grande e que almeja coisas grandiosas como o Coxa, deve estar preparado para lidar com pressão. Da imprensa, interna, mas principalmente dos torcedores, sua razão maior de ser.
E pressão é o que não falta neste campeonato instituído em 1989, que talvez seja o único legado benéfico do ex-presidente da CBF.
Como torcedor e sócio, farei minha parte. Exigindo, “apenas”, o seguinte de jogadores e comissão técnica: Aproveitem as chances. Evitem os jogos de volta. Avancem as fases, vençam, e de goleada se possível. Cheguem à final mais uma vez, e vençam! Nos deixem cada vez mais mal acostumados!
O Rei
Depois de 23 anos, derrubou-se ontem o Muamar Kadafi do futebol brasileiro, Sr. Reicardo Teixeira.
O “imperador”! O “fenômeno”!
De todos os apelidos possíveis, o único que realmente não lhe serve é “Mané”. Sorte de Garrincha.
Mudam-se as moscas, mas o tumor é o mesmo. Pelo estatuto da CBF, assume o mais velho de seus vices, Sr João Maria Marin, um ex-presidente da Federação paulista de Futebol de 79 anos. Outro Carcamano.
Não é preciso ser um expert do futebol para perceber que logo se desencadeará uma disputa pelo poder na instituição. Travada pelas federações de diversos Estados brasileiros.
Por isso dirigentes paranaenses, não fiquem prostrados em suas cadeiras, esperando a indicação dos novos dirigentes vindos do “Eixo” com quem os senhores simplesmente farão seus acordos, e de quem os senhores receberam migalhas.
Aproveitem a oportunidade para fazer nossa Federação ter um papel, que se não de destaque, pelo menos de respeito no cenário do futebol nacional.
Clubes, tomem partido nesta briga! Somente assim será possível o surgimento de uma nova ordem no futebol brasileiro, na qual as instituições esportivas serão tratadas dignamente, seus estádios, seus torcedores. Uma nova ordem na qual a CBF cuidará do futebol como um todo e não apenas da venda de jogos chatos da Seleção, com atletas senis, sanguessugas de seus clubes, em locais remotos e contra selecionados ignóbeis.
Amém.
Sobre o autor
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
Sobre o blog
O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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