Ah! Se não fosse o Deivid!
Faceiro com a vitória, mas desapontado por termos perdido clara oportunidade de estabelecer a maior goleada da história dos atletibas. Sim, porque, logo após o segundo gol, o momento era todo nosso. As crianças atleticanas estavam atônitas e perdidas, como bebês que perdem suas chupetas, e jogavam uma pelada indigna do preço do ingresso.
Muito por culpa do técnico deles, que antes mesmo do jogo começar já era ovacionado pelos seus “admiradores” que urravam: “Burro!” “Burro!”, e que resolveu inovar no clássico, mudando o esquema de 4-4-2 para 3-5-2, colocando sua defesa em uma linha tão burra quanto o próprio, segundo sua torcida, capaz de ser superada pela mais simples tabela, ou por um lançamento longo um pouco mais preciso.
Aliás, ao ver o rendimento esdrúxulo deste time rubro-negro e perceber que eles não são os lanternas, podemos ter uma ideia do quão fraco é o nosso campeonato, e de que a conquista do tetra é realmente obrigação do maior do Estado.
Voltando ao jogo. Mesmo escrevendo hoje quase 24h após a partida, não consigo perdoar a imaturidade e a irracionalidade de Deivid, que ganha, salvo engano, mais de R$200 mil por mês, e consegue ser expulso duas vezes seguidas. Em minha opinião, pela reincidência, o atleta deveria ser multado em seus vencimentos.
Após sua expulsão, somada à fatalidade de Gil, que foi tão imprudente quanto o goleiro Santos, talvez até mais, porque era Gil quem ganhava por 2x0, mais uma vez Marquinhos Santos foi obrigado a mudar seu esquema, abandonando o 3-5-2, recuando um pouco Patric na esquerda e colocando Leandro Almeida de ala direito.
Esta mudança, além da nítida tirada de pé do time Coxa, transformou o jogo que poderia ser um eletrizante massacre, em um morno treino Coxa-branca, que mantinha o domínio do jogo, tocava a bola de um lado para o outro, cozinhando, aos poucos, o galo. Tal atitude foi “premiada” no fim com o desconto no placar, que terminou 2x1.
E neste último parágrafo queria destacar a atitude irracional e irresponsável da eterna promessa atleticana Taiberson, que, após fazer o seu golzinho, superando Pereira facilmente na velocidade, saiu provocando a Mauá.
Se ele fosse até sua torcida, colocasse o dedinho na boca pedindo silêncio, ou fosse mais discreto em sua provocação, tudo bem, até porque, sou totalmente contrário à invasão politicamente correta que assola o futebol. Mas ele foi incisivo instigador da violência, tanto que foi reprimido pelos seus próprios colegas da creche furacão, e pelos jogadores do Coxa. Que a vida lhe ensine a importância do respeito.
Sobre o autor
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
Sobre o blog
O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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