Algo parecido com futebol
Tanto que, mesmo jogando um futebol digno de Série D, o Coxa ainda figura na página de cima da tabela. Quando Eduardo Batista, já no desespero, ordenou que Leandro Silva fosse nossa referência contra a Ponte, e - pasmem os senhores - nosso ataque melhorou, provado ficou que, além de todo o resto, nos falta um "Bill" lá na frente, alguém que pelo menos faça o pivô e segure um ou dois zagueiros.
Na verdade, todos os jogadores do elenco Coxa tem de ser parabenizados e homenageados, pois, com o esporte que eles praticam - algo muito parecido com futebol - não seria surpresa se fracassassem no intuito de tornarem-se atletas profissionais. Mas eles estão aí, ganhando milhares de reais e envergando camisa pesada do futebol brasileiro. Merecem respeito pois, mesmo ruins, foram persistentes, mesmo sem talento, perseveraram, e estão aí sustentando suas famílias sob nossos olhos e vaias.
O problema do Coritiba é o passe.
Passe a contar com jogadores sem talento.
Passe que os jogadores não sabem dar.
Passe de mágica que a torcida espera resolva a falta de talento do time.
Passe jogos e mais jogos com seu goleiro como ídolo e melhor jogador.
Passe a não ganhar dentro de casa pra ver no que dará.
Passe metade do campeonato sem ser capaz de um onze definitivo para escalar.
Passe mais um ano na série B e por três quedas em menos de quinze anos.
Passe a mão na cabeça dos diretores incompetentes, jogadores indolentes e torcedores insolentes.
Passe a cogitar a possibilidade de disputar a série C.
Sobre o autor
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
Sobre o blog
O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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