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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Ao Sr. Glenn Stenger

Muralha; Vitor Ruins, Não tá Nael, Cachacellor e Bruno Vinada; William Farias mas não faz, Jesus Ruindade, Nulo Gomes, Marcelino Marromeno (mais pra menos), Andey (Voltey) e Meia Boschillia; Kaio "e não levanto" César, Alef Mongo, Rodrigo ChoPinho, Diego Calafririo e Robsono. Técnico: Atônito Oliveira. Para quem não viu o jogo, essa foi a escalação do Coxa que não entrou em campo contra o Cascavel no último domingo.

A situação está complicada. Dois jogos no rural levando seis gols é inadmissível. Está ficando muito difícil acreditar no projeto. Estou a um detalhe de concordar com a saída do treinador. O detalhe, porém, é fundamental: saber quem vem para o seu lugar. Tenho ouvido nomes como Alex, Marquinhos Santos, Dorival Jr., Bonamigo, não sei quem da base. Enfim, um pior que o outro. E outra coisa que nós torcedores passionais esquecemos é que, se Antônio for demitido estaremos pagando três treinadores: Guto, Antônio e o outro que virá. É esse o nosso projeto inovador?

Precisamos olhar para muito além do treinador. Precisamos falar da diretoria. Diretoria que demitiu Morínigo, que agora alguns torcedores pedem de volta. ( Ué, mas ele não era tão ruim?). Diretoria que demitiu Guto, que alguns torcedores também acham que estaria melhor que Oliveira. O que é um absurdo e só se explica pela raiva que a torcida está sentindo. Diretoria que fez um negócio ridículo com relação à chegada de Kusevic. Ridículo para não dizer de má fé, porque se qualquer um de vocês que está lendo essa coluna parar um minuto para pensar, chega à conclusão que o negócio só foi bom pro Palmeiras.

Outro negócio aparentemente ruim foi a compra do Bruno Viana, que até agora, pelo menos para mim, mostrou ser pior que Márcio. A situação está tão feia, que, a compra de Robson, que eu também achei um absurdo e jamais teria pago o que foi pago por ele, mostrou ser a única acertada até agora. Robson tem sido a solução, e aí devo concordar com meu colega de site e amigo Sérgio Brandão. Se Robson é o destaque, alguma coisa está muito errada.

Mas será que só demitir o treinador resolve? Não sei. Particularmente acho que não. O buraco é muito mais embaixo. Nós estamos superestimando nosso elenco. Ah, Schumak, mas o elenco é o melhor que temos em anos. Sim, concordo, mas porque os anos anteriores foram terríveis. Nossos jogadores são limitados. LI-MI-TA-DOS! Coloquemos isso nas nossas cabeças. Temos um dos piores elencos da Série A, apesar de ser o melhor elenco em anos, o que apenas comprova o quão ruim eram os elencos anteriores.

Até o escudo, famigerado novo escudo, que demorou um ano para ser feito pela empresa de marketing, segundo alguns designers, está torto. Isto mesmo! O escudo cujo projeto levou um ano para ser feito, por conta da difícil utilização do “F” no projeto, parece que está torto.

Senhor Glenn Stenger e demais membros da diretoria, são vocês, muito mais que A. Oliveira e nossos jogadores quem nos devem explicações. A apresentação do Marcelino Moreno foi vexatória! Apresentaram o cara como se fosse o Maradona, criando uma expectativa mentirosa e jogando em suas costas uma responsabilidade desnecessária. Coisa de dirigente amador. Atitude de time pequeno. Comportamento que parece estar encrustado como o mofo nas pilastras centenárias do Couto Pereira.

Sr. Glenn, se a SAF estiver sendo negociada do mesmo jeito que vocês estão cuidando do futebol e do marketing, nós estamos ferrados.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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