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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Até tu, Justus?

Enquanto nós, reles mortais, ainda sonhávamos com a manutenção do time na Série-A, desde o primeiro reforço a SAF claramente já estava montando elenco para disputar a Série-B. São realmente visionários. Pessoal que não é milionário à toa, por isso trouxeram o argelino Slimani, cujo maior sonho é conhecer as bocadas e grotões desse gigante chamado Brasil. Difícil vai ser ele achar o lado pra Meca, lá de Tombos/MG.

Jesé, ex- real Madrid, cansado da megalópole cosmopolita madrilenha, deve estar ansioso por enfrentar mais de 58 horas de voo entre Criciúma e São Luís no Maranhão, com escala em Rio Branco e Rio de Janeiro. Isso se o Criciúma não subir né, pois se subir, Jesé terá de arranjar outra desculpa para conhecer o belo e pujante oeste catarinense.

E Samaris, um verdadeiro presente de grego. Mais velho que o grande filósofo Arisócrates. Nosso cavalo de troia. Aliás, cavalo de troia que entra todo jogo em casa, recheado de atletas vestindo verde e branco, prontos para dizimar nossa torcida.
Pois eu aviso vocês queridos atletas, nós já morremos. Só falta ela para morrer, a Esperança. Um sentimento tão humano, mas que é sustentado apenas pela exatidão da matemática. Que se por um lado mantém a esperança viva, o faz por aparelhos. É como estamos, em estado vegetativo.

E assim ficaremos até que alguém chegue e desligue o respirador, o medidor de batimentos e os demais tubos e cabos que nos mantêm atrelados à este infindável 2023. Se o campeonato terminasse hoje, mesmo caindo, estaria feliz. Como um moribundo que troca o calvário de sua existência pelo destino fatal.

Eu não tenho mais esperanças. Isso não significa que não torço para ficarmos. Sempre torcerei. Nunca serei da turma do quanto pior melhor. Apenas não tenho esperanças. Seguirei indo ao estádio, seguirei ficando puto com as derrotas, seguirei sócio, claro, mas, como o sangue mais doce que um diabético . Esse time teve meu apoio incondicional e torcida ferrenha até aqui. Hoje apenas o clube tem meu amor, este time não. Nem os responsáveis por sua montagem e condução.

Se esse ano já era, temos de pensar com seriedade e competência no futuro. E a questão que se coloca é: será que esse time que foi montado é capaz de subir para Série A de 2025? Será que Kosloski é o cara a ser trabalhado como uma aposta? Será que devemos contratar um Guto Ferreira, um Givanildo, ou outro especialista em acesso e demitir nosso querido treinador, antes que ele, tal qual Bruno Lage, kosloski seu cargo à disposição?

Será que conseguiremos subir com esse futebol? Eu realmente duvido, e para você duvidar comigo basta olhar a tábua da serie B. O lanterna ABC tem 2 pontos a mais que nós. Nosso saldo de gols é pior que de todos os times das séries A e B. Nossa campanha é pior que a da última vez que o fora de série Paraná caiu. Vitória, Guarani e Sport têm mais de 50 pontos pouco depois do início do returno, e o Criciúma, o quarto colocado, tem já 48 pontos. Não quero ser profeta do apocalipse, mas, com esse futebolzinho mequetrefe, medíocre, nós teríamos é que lutar muito para não cair para a Série C.

Justus, por favor, ouça meu clamor! Do altar de seu iate, lance seu olhar de empresário pegador e nos salve de um futuro triste. Faça algo, Amadeu! Se agilize Arthur! Provem que vocês não estão aqui, de metidos.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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