Batendo em bêbado
Neste momento de dificuldade nós vemos o quão maldoso pode ser o ser humano, sempre ávido por uma tragédia, sedento por sangue e louco para tirar uma casquinha daquele que não tem mais forças para reagir.
Mas colunista - você deve estar se perguntando - o que fazemos então? Choramos? Nos conformamos?
Não sei... Nosso momento é sinistro, triste, e sem perspectiva de melhora no curto prazo. Mas também é uma oportunidade de reflexão.
Samir merece críticas? Merece. Não por ter apostado em Sandro e seus moleques, mas sim por ter sucumbido às pressões e abdicado das convicções que o levaram a ser eleito. De fato não é fácil ser presidente; a mesma crônica que te cobra uma atitude, é aquela que o pune por mais uma vez demitir o treinador. Ou seja, se não faz nada é covarde, apático. Se faz, é um "sem convicção", "sem projeto".
A torcida que te exalta pela ousadia em apostar na base, pede sua cabeça no dia seguinte, após uma ou duas derrotas.
Pois bem, agora estamos no mesmo lugar do início do ano. Apostando. Ou Tcheco não é também um tiro no escuro?
O erro principal foi não ter dado a Sandro Forner algo além da base para trabalhar. Acredito que o trabalho estaria sendo melhor desenvolvido com nosso primeiro treinador do ano e um time mesclando a base com pontuais contratações, do que estará com nosso terceiro.
Nosso anseio por salvadores da pátria é o que também nos faz personificar os fracassos em um único vilão, seja ele técnico ou presidente. Desse modo fica mais fácil não admitir a própria culpa.
Nosso atual momento não tem um só culpado, tampouco uma só causa. Todos os presidentes dos últimos quinze anos sofreram as mesmas acusações e terminaram escorraçados por seus opositores oportunistas.
Será mesmo que a culpa é só da presidência? Penso que todos nós, em alguma medida, somos culpados e estamos pagando por nossos erros.
Merecemos estar como estamos: na merda.
Sobre o autor
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
Sobre o blog
O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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