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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Cem por cento ou morte!


Próximo Jogo
Apesar de não termos mais chances matemáticas de escapar do vexame que foi 2015 dentro e fora dos gramados, sete jogos nos afastam da desgraça completa. Cem por cento dentro do Couto resolve, mas, será que conseguimos? De todos os jogos, acredito que o mais fácil seja esse contra o São Paulo, time de mimados, lentos, que apesar do talento não suportam correr atrás da bola. Com garra e vontade vencemos esse jogo até porque os bambis - que talvez nunca tiveram um elenco que espelhasse também esta alcunha - estarão no meio das semifinais da copa do Brasil. Que o jogo deles hoje seja difícil, duro, brigado e que resulte num zero a zero, deixando tudo para a próxima quarta.

O Tiro que entrou pela Culatra
Desde que foi plantada na mídia a semente podre da história do novo estádio o time se perdeu. De nada adianta querer iludir os torcedores com palhaçadas sem graças porque nós queremos apenas três coisas: Um ponto, dois pontos e três pontos por rodada. Não adianta tentar iludir atletas com clima de time grande que quer fazer obra com benesses públicas se os salários estão atrasados. Não adianta encomendar matérias com ex-atletas para falar asneiras sobre sonhos. Chega de balela diretoria! Como bem disse o Sérgio em sua última coluna: Acordem! Concentrem-se no futebol!
Por que ninguém vem a público e apresenta qual seria um plano B se a série disputada ano que vem também B fosse? Uma empresa minimamente organizada tem de ter planos para o pior e o melhor cenário. Ah, mas essa é fácil... melhor é usar a tática do Eurico Miranda que já está com as malas prontas e passagem comprada para Sibéria.
O Bacelar por sua vez, talvez infectado pela síndrome do discurso ridículo que tem afetado nossos executivos, se supera em suas aparições e discursos. Dizer que os salários estão atrasados por culpa da torcida é tática velha e de uma injustiça sem tamanho. Sorte sua presidente que este plantel não tem um sindicalista com a camisa 10, chuteira, faixa e megafone. E que os emissários da “boa nova” que trazia o senhor como salvador da pátria estão calados desde a eleição, senão...
Alceni e Valdir Barbosa foram passear no Rio a pretexto de cobrar decência e critério da arbitragem. Porém, a frase que circula na internet “A CBF está do nosso lado” contraria e anula o sentido da viagem. Contradição, confusão que são marcas características da Coxa Maior, que até no nome sem um pingo de criatividade é um arremedo medíocre da Cap Gigante.
Sejam humildes, menos políticos e mais empresários. Busquem exemplos de sucesso de clubes com menos orçamento como Londrina e Ponte Preta. Ou times semelhantes em peso como Sport. Essa síndrome de grandeza nos impede de perceber nosso real tamanho, o que nos faz diminuir ao invés de crescer.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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