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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Cobras, Lagarto e CROCODILOS

COBRAS
Novidade nenhuma a derrota fora de casa. Mais novidade foi a escalação de Sérgio Manoel na esquerda da zaga, e a volta de Gil. Será preciso mesmo jogar com três zagueiros pra deixar Joel como referência? Será que é impossível jogar com quatro atrás sem ter que deixar os laterais parados, bem como a zaga exposta? O que vejo pelo mundo é movimentação, cobertura e preenchimento de espaços. O esquema tático hoje em dia, aquele inicial, é o que menos importa. O que vale é quem se move, quem passa, quem volta marcando, quem sobra. Um ano inteiro treinando, perdendo e sofrendo e ainda discutimos formação tática? A verdade é que não temos padrão de jogo. Nunca tivemos. É na base do “deus nos acuda” do “bumba meu boi” do “sururu” na área e vambora!!

LAGARTO

Na esteira do dito acima, o treinador tem papel fundamental de motivação. Tendo o pessoal dinheiro na conta, não há mais desculpas para falta de foco e preguiça dentro das quatro linhas. Além disso, se chegou faz pouco tempo e não há tempo para treinar, não importa. Nessa fase de desespero de todos os times, se destacam aqueles treinadores que conseguem explorar o nervosismo alheio e mudar a partida durante os noventa minutos. Ou seja, o treinador deve agir, mudando conforme as fraquezas do adversário e o panorâma da partida, mandando o ponta cair nas costas do lateral, substituindo quem estiver sonolento. Se bem que nesse caso três substituições seriam insuficientes.

CROCODILOS

Eu assisto pela ESPN alguns jogos de futebol americano não por seu fanático pelo esporte, mas principalmente pelo espetáculo que é cada jogo de quaisquer times da NFL. Tenho amigos que participam dos Crocos e sei o quanto se esforçam pelo conhecimento e reconhecimento do esporte. Esse esforço pelo segundo ano é premiado com conquistas significativas da equipe alviverde. Parabéns Crocos! Muitas jardas de vida! Se a bola redonda só nos traz amarguras, a bola oval é só touchdown!

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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