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Futebol: Razão x Emoção
Futebol: Razão x EmoçãoFernando Schumak

Competência e Inteligência

Muitos técnicos de futebol são chamados de “inventor”, “prof. Pardal”, entre outros adjetivos muito menos educados, quando mexem demais em seus times.
Porém, muitas vezes, o professor está certo do que deve fazer, mexe corretamente, mas seus atletas não fazem o que pede. Não por indolência, ou insubordinação, simplesmente por falta de inteligência tática.

Para citar um exemplo que me parece claro: Neymar. Um craque, mas com pouca inteligência tática. Por isso que quando joga na seleção, onde não pode apenas brincar como faz no paulistinha, não joga nada. Quando for para a Europa, conviver com treinadores e plateias que não o tem ainda como o novo "Deus" do futebol, quem sabe se torne, além de craque, um grande jogador de futebol.

Inteligência tática se demonstra nas mínimas coisas: num passo à frente do zagueiro que deixa o atacante impedido; numa ultrapassagem do lateral que puxa o lateral adversário para o lado do campo abrindo a defesa; numa saída da área do atacante referência para levar consigo os zagueiros e abrir espaço para quem vem de trás, entre outras.

Inteligência tática é saber jogar sem a bola, tanto na defesa, posicionando-se corretamente, quanto no ataque, se movimentando adequadamente.

Tudo isso pra dizer que Marquinhos Santos pode fazer o que vem fazendo, alternando jogadores e sistemas táticos, inclusive durante o decorrer das partidas, somente porque o Coxa tem um time inteligente e experiente. E porque até mesmo os mais novos tem boa obediência tática.

Para exemplificar o que estou dizendo, deixando de lado Alex, que é hors concours, podemos citar Leandro Almeida, nome que quase não se ouve nos jogos. Figura que quase não se vê nas partidas. Mas o que mais pode querer um zagueiro? Nada. Assim como o árbitro ou o goleiro, exceto quando faz gol, o zagueiro deve passar desapercebido nas partidas. Este é o maior sinal de que fez um excelente trabalho técnico e tático dentro de campo.

Além de Leandro, temos Pereira, Lincoln, Deivid, Robinho, Gil ("Sêo Gil!") e William, um dos mais inteligentes de todo o plantel Coxa e talvez o mais importante jogador em todos os sistemas adotados por Marquinhos Santos.

Posso estar exagerando em meu otimismo, mas penso que a competência de nosso treinador, aliada à inteligência de nossos jogadores, podem nos dar ainda muitas alegrias.

Se nosso time precisa de testes mais difíceis para provar o seu valor? Claro. Mas todos os grandes times do futebol brasileiro que não disputam a libertadores estão na mesma situação. À exceção do time do baixo clero, que optou por deixar seu produto mofando na prateleira, e que também não é tão grande assim.

Sobre o autor

Fernando Schumak
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.

E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.

E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.

Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”

Sobre o blog

O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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