Coritiba de todos os santos
Como os portugueses, o Coxa procura encontrar não na, mas no Bahia, como um dependente químico, a tão sonhada e difícil reabilitação. Tivemos várias recaídas ao longo desse ano, ou melhor, tivemos alguns curtos períodos de sobriedade e melhora. Ilhas de alegria e vitórias em um mar revolto de desespero e rebaixamento.
Se o Brasil é, há séculos, o país do futuro, o Coxa, é, há décadas, o time do passado. Ambos sofreram e ainda sofrem com administrações nocivas e perniciosas. Pessoas não apenas incompetentes, mas inescrupulosas e irresponsáveis que queriam não outra coisa a não ser pilhar nosso clube, destruir nosso time e vilipendiar a honra da torcida.
Sonhamos, com a SAF, com um futuro digno de nossa história, ou melhor, com um futuro que nos permita construir uma história realmente vitoriosa em níveis nacional e internacional. Mas ainda é preciso cortar muito pau-brasil. A picada é espinhosa e o terreno estreito e pedregoso. Não vejo condições de pensarmos em recuperação que não seja focando apenas no próximo jogo.
Sim, como os portugueses, nós enfrentamos um mar rebelde, mas eles pelo menos não tinham competição com nenhum outro navio, de nenhuma outra nação. Eram só eles contra eles mesmos numa aventura que sequer tinha destino. Nós, por outro lado, concorremos com outras 4, 5, ou até 6 equipes que lutam desesperadamente para não se classificar para o rebaixamento.
Que seja amanhã, 14 de setembro de 2023, o dia do redescobrimento do Coritiba! Um Coxa cosmopolita, com atletas de diversas nações, idades e estilos. Que tenhamos enfim, um time, algo que nos faltou desde o início desta viagem.
Que os deuses do futebol, e dos mares, não nos permitam morrer na praia.
Sobre o autor
Ao chegar em Curitiba em 1973, o migrante Otacílio Pereira Melo, oriundo de Guanambi-BA, poderia ter escolhido qualquer time para torcer. Mas o Campeão Paranaense e do torneio do Povo daquele ano, que tinha em seu elenco Aladim, Jairo, Zé Roberto, além de capitão Hidalgo, o escolheu primeiro. Nascia uma história de amor.
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
E por conta desse amor, graças aos deuses do futebol o autor também não teve escolha. Sua primeira foto, logo na saída da maternidade, é com um “TIP TOP” do Verdão. O Título de campeão brasileiro veio quando ainda se quer podia andar, mas ao por pela primeira vez os pezinhos no Couto, entendeu o porquê de toda aquela paixão e respeito de seu pai pelo Coritiba.
E assim Fernando Schumak Melo cresceu, comendo pipoca e descascando amendoim – velhos tempos - no Couto Pereira, aprendendo a entender e amar o Coritiba e o mais apaixonante esporte de todos: o futebol.
Hoje, o advogado formado pela Direito de Curitiba, especialista em processo civil pela PUCPR, mestrando em Ci?ncia Pol?tica pela UFPR, sócio fundador do escritório Schumak & Luz, músico, guitarrista amante do rock’n’roll, marido da Camila, filho da Rosely, continua e continuará ao lado do Glorioso, seguindo sempre os ensinamentos do velho migrante: “Torça em primeiro lugar, depois reclame!”
Sobre o blog
O presente Blog é feito de textos, opiniões e debates frutos da luta constante entre a razão e a emoção. Razão que tenta explicar e compreender o futebol com argumentos ponderados, estatísticos, lógicos; enquanto a emoção simplesmente quer gritar, rir e pular nas vitórias, chorar nas derrotas, sem qualquer preocupação com o motivo, o contexto, ou a justiça do resultado. Que vê qualquer jogo que passa na T.V., que assiste todos os programas esportivos, que ama o futebol e ainda mais o Verdão, que suporta um turbilhão de emoções por conta do que alguns consideram apenas um simples jogo e ainda consegue justificar racionalmente este sofrimento: este Blog é pra Você!
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